John Kennedy comemora o segundo gol do Fluminense na semifinal. Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC
A torcida do Flamengo tem um mantra exclusivo e provocador aos rivais Botafogo, Fluminense e Vasco: “(…) ficou marcado na história/E no Rio não tem outro igual/Só o Flamengo é campeão mundial”. Saberemos na sexta-feira se essa máxima será preservada.
Finalista do Mundial de Clubes ao derrotar o Al-Ahly do Egito por 2 x 0 na Arábia Saudita, o Fluminense pode desmanchar o trecho da canção rubro-negra se conquistar o título contra o Manchester City ou o Urawa Red Diamonds na decisão agendada para sexta-feira.
Uma boa campanha no Mundisl geralmente começa com grande atuação atuação coletiva. O Fluminense teve nervos de aço para controlar as emoções e simplesmente jogar futebol.
Coube ao goleiro Fábio transmitir segurança ao time com pelo menos três defesas importantes, uma no primeiro tempo e outras duas na etapa final. Exibição segura e intimidadora.
Enquanto Fábio, o mais velho do Fluminense, dava show no gol, Felipe Melo era o calmante do sistema defensivo. O zagueiro teve uma atuação irretocável no primeiro tempo e manteve o alto nível até Fernando Diniz substituí-lo por Marlon.
Fala-se tanto do excelente volante André e por vezes ignora-se a relevância do ótimo Matheus Martinelli. Começou inseguro, mas, aos poucos, deu estabilidade ao setor. A exibição foi coroada com a assistência para John Kennedy no lance do segundo gol. Aula de modernidade na função.
O Fluminense está na final também porque tem válvulas de escape. O colombiano John Arias reinou soberano. Acertou a trave duas vezes e mostrou controle e calma ao cobrar o pênalti que abriu o placar. Com Germán Cano apagado, John Kennedy entrou em cena para aliviar o time, a torcida e confirmar s classificação.
Prestou atenção? Citei cinco jogadores tricolores com atuações acima da média. É bom começo para sonhar com o título. Concretizar esse sonho exigirá mais. O time inteiro precisará entregar uma exibição no limite da capacidade individual e coletiva, principalmente se o adversário for o esperado Manchester City de Pep Guardiola.
Se a união fizer a força com uma exibição nota 10 do goleiro ao camisa 11, o Fluminense poderá, sim, sonhar com o título inédito e a torcida no arquirrival Flamengo não mais poderá cantar que no Rio não tem outro igual, Até que se prove o contrário dentro das quatro linhas nesta sexta-feira, o Fluminense também pode ser campeão mundial.
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