Fifa alimenta o ego do Real Madrid na constrangedora Copa Intercontinental

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A final da Copa Intercontinental nesta quarta-feira, no Estádio Icônico Lusail, no Catar, foi um trailer do que nós arriscaremos testemunhar várias vezes nos Estados Unidos, daqui a seis meses, na primeira edição do Super Mundial: a imposição física, técnica e tática de uma potência europeia contra um adversário incapaz de se comportar no mínimo como sparring. Curiosamente, Real Madrid e Pachuca estão no mesmo grupo, a partir de 14 de junho, na nova competição organizada peia Fifa. O enredo da partida não será diferente.

Sim, o Pachuca do México teve oportunidades. Deu a falsa sensação na final de que estava jogando bem. No entanto, o Real Madrid comportava-se como quem estava ali para cumprir tabela, um protocolo. Venceu por 3 x 0, conquistou o título pela nona vez, independentemente da alcunha de Copa Intercontinental, Copa Toyota, ou Mundial de Clubes. Cumpriu a missão de massagear o próprio ego e o da entidade máxima do futebol, principalmente do presidente Gianni Infantino, mentor do Super Mundial de 2025, apoiado pelo clube mais poderoso do mundo.

Na véspera, o banquete árabe da Fifa improvisado em Doha, no Catar, havia enchido Florentino Pérez e seus pupilos de mimos. O maior deles, a justa entrega do prêmio de melhor jogador do mundo em 2024 a Vinicius Junior na mambembe festa de gala do Fifa The Best.

O número 1 na opinião da maioria dos jurados do Fifa The Best não decepcionou. Na primeira exibição de posse da coroa e do cetro, ele fez gato e sapato da defesa do Pachuca e serviu o francês Mbappé, um velho conhecido das redes do estádio Lusail. Rodrygo ampliou o marcador na era final com um golaço após assistência de Mbappé e Vinícius Junior fez o terceiro em um pênalti — mal cobrado, diga-se de passagem.

O título do Real Madrid é inquestionável, Foi ao Catar, cumpriu a agenda e fez o que manda o script de um clube viciado em vencer. Empilha títulos sem olhar o rótulo da taça. Pode ganhar até sete canecos nesta temporada. Dois estão quitaria: Supercopa da Uefa e Intercontinental. Faltam Supercopa da Espanha, LaLiga, Copa do Rei, Champions League e o Super Mundial. Os mais otimistas batizam a possibilidade de “septete”, referência ao convencional triplete.

No jeitinho dele, Vinícius Junior vai acumulando títulos no Real Madrid. Quem desembarcou no clube condenado a figurar no Castilla, o Resl B, ostenta 14 troféus no Elenco profissional, a maioria no papel de protagonista, como um dia foram outros melhores do mundo como Cristiano Ronaldo, Zidane, Ronaldo, Modric, Benzema e outros gênios da história do clube merengue. Sendo simplesmente Vinicius.

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Marcos Paulo Lima

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