Futebol masculino da Rio-2016 tem a maior média de gols em 40 anos

Compartilhe

Tá bom, tá bom, eu sei, a culpa é do saco de pancadas Fiji, mas quem gosta de futebol não pode reclamar da média de gols por partida do torneio masculino dos Jogos Olímpicos do Rio-2016. A fase de grupos terminou nesta quarta-feira com mais bolas na rede, por exemplo, do que toda a competição disputada em Londres-2012. Nesta edição foram marcados, até agora, 80 gols em 24 jogos — média de 3,33 por partida. Há quatro anos, a competição disputada no berço do futebol moderno fechou com 76 gols em 32 duelos (2,38).

A média de 3,33 gols por partida é a melhor entre as últimas 10 edições (ou 40 anos) do torneio de futebol masculino dos Jogos Olímpicos, ou seja, a contar de Montreal-1976. A edição de Sydney-2000 é a que mais se aproxima do festival de bolas na rede na Rio-2016. Na Austrália, a média foi de 3,22 ao término da corrida por medalhas. A média também passou da casa dos “três” em Atenas-2004 (3,16). Nada é impossível, mas ouso dizer que o recorde de Londres-1908 nunca será batido. Foram 48 gols em 6 jogos, média incrível de 8 por jogo. Mas, como diz um dos jargões da bola, era no tempo em que se amarrava cachorro com linguiça.

Dona do ataque mais positivo dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, a Alemanha balançou as redes 15 vezes. Dez delas só contra Fiji, no Mineirão. O meia nigeriano Oghenekaro Etebo é o artilheiro com quatro gols — todos em uma só partida, na estreia, na vitória por 5 x 4 sobre o Japão.

Evidentemente o futebol ofensivo da fase de grupos deve ficar de lado nas quartas de final e a tendência é que a média de gols despenque. Ainda mais que Fiji está fora. Por enquanto, a maioria dos torcedores que compraram ingresso não se arrependeram. Há exceções como os brasilienses, que só viram dois gols em quatro jogos dos masculino: um da Dinamarca e outro de Honduras. E olha que a Seleção Brasileira jogou 180 minutos no Mané Garrincha…

As médias de gols nos Jogos Olímpicos

Rio-2016: 3,33 (até a fase de grupos)
Londres-2012: 2,38
Pequim-2008: 2,34
Atenas-2004: 3,16
Sydney-2000: 3,22
Atlanta-1996: 2,81
Barcelona-1992: 2,72
Seul-1988: 2,97
Los Angeles-1984: 2,63
Moscou-1980: 2,56
Montreal-1976: 2,87
Munique-1972: 3,55
Cidade do México-1908: 3,63
Tóquio-1964: 3,63
Roma-1960: 4,29
Melbourne-1956: 4,42
Helsinque-1952: 5,19
Londres-1948: 5,67
Berlim-1936: 4,88
Amsterdã-1928: 5,82
Paris-1924: 4,00
Antuérpia-1920: 4,22
Estocolmo-1912: 5,53
Londres-1908: 8,00

Marcos Paulo Lima

Posts recentes

  • Esporte

Carlo Ancelotti será o sétimo técnico do Brasil em duas Copas do Mundo

A iminente renovação do contrato da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com Carlo Ancelotti até…

16 horas atrás
  • Esporte

Quinze dos 20 times da Série A do Brasileirão já perderam no novo calendário

Dos 20 clubes do Brasileirão, 15 perderam pelo menos um jogo em 2026. A temporada…

24 horas atrás
  • Esporte

Will Bank: como a liquidação do banco parceiro da CBF afeta a Série D

  Liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central nesta quarta-feira em ato do presidente Gabriel Muricca Galípolo,…

2 dias atrás
  • Esporte

Abel Ferreira é vítima do calendário que elogiou para agradar Leila e a CBF

  Três meses e meio depois de elogiar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pelo…

3 dias atrás
  • Esporte

Liga dos Campeões potencializa o que o Brasil tem de melhor hoje: pontas

  A Liga dos Campeões da Europa alcança a penúltima rodada da fase de grupos…

3 dias atrás
  • Esporte

Impeachment no São Paulo abala poder de Casares no Conselho Gestor da LiBRA

  A aprovação do impeachment do presidente Julio Casares na última sexta-feira pelo Conselho Deliberativo…

4 dias atrás