Falha individual pune o Fla na vitória de um Galo obcecado na marcação

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O Atlético não fez nada além do que marcar o Flamengo para derrotar o atual campeão da Copa do Brasil por 1 x 0 no Maracanã e levar a vantagem do empate para Belo Horizonte nas oitavas de final. Alexis Stival, o Cuca, manteve a proposta do revés de domingo por 1 x 0 pelo Campeonato Brasileiro. Programou o Galo obcecado por um erro do time rubro-negro. Aconteceu aos 21 minutos do segundo tempo da segunda partida consecutiva no Maracanã.

Coube a Léo Pereira cometê-lo infantilmente ao cruzar a bola na frente da área numa tentativa de sair jogando bonito com Léo Ortiz. O incansável Cuello conseguiu o que Cica tanto desejava. Interceptou o passe e balançou a rede do goleiro Rossi. A saída de bola dos três é qualificada, mas a bola pune a prepotência e a displicência.

Tão elogiados por decidirem jogos, inclusive um contra o Galo, os dois Léos vacilaram. Ortiz parece ter alargado o csmpo sem notar a presença de Cuello. Pereira passou a bola fraquinho ao companheiro. Por sinal, Léo Pereira é outra vez vilão em derrota de Filipe Luís. Assim como o Bayern de Munique de Vincent Kompany nas oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes da Fifa, Cuca induziu o adversário ao erro.

Filipe Luis acertou ao poupar peças importantes como Jorginho, Arrascaeta e Bruno Henrique. Os dois zagueiros também mereciam descanso, mas o técnico não os poupou por dois motivos: Danilo está lesionado. Ele não confiou em João Victor e Cleiton. Além disso, não quis abrir mão da saída de bola dos Léos com Rossi. O pecado capital da avareza foi castigado em um lance envolvendo justamente os três jogadores.

Parece fácil julgar Filipe Luís pela decisão. Há uma diferença. O Flamengo não teve pausa no meio do ano. Enquanto o Galo repousava, o adversário disputava cinco jogos em alta rotação contra Esperance, Chelsea, Los Angeles e o Bayern de Munique na Copa do Mundo.

O Flamengo tem elenco para ganhar tudo no segundo semestre? Sim! Ainda é possível? Elenco não falta e três reforços deram amostra grátis de que é possível superar o adversário na Arena MRV e avançar. Emerson Royal entrou no lugar de Varela e acertou o travessão. Samuel Lino substituiu Matheus Gonçalves. Arrastou a defesa do Atlético pelo menos três vezes, quase marcou em um chute cruzado e balançou a rede em impedimento no fim do confronto. O meia Saúl acessou o lugar de Plata e deu lançamento belíssimo em diagonal  por trás da defesa.

Achei o repertório do  Atletico pobre nos dois duelos. A  marcação individual, sim, fez a diferença. Pouco para quem tem potencial para ser mais agressivo. Provavelmente, a variação mais agressiva  ficou guardada para a partida de volta, em casa, com mais entrosamento e minutos para Aleksander, Biel, Dudu e outras opções recém-chegadas ao clube.

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Marcos Paulo Lima

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