Kane e Bellingham quebraram o gelo do de Southgate viraram o jogo. Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP
Duas seleções, duas formas distintas de ver o jogo na Eurocopa. Gareth Southgate é o paciente inglês. A Inglaterra estava sendo eliminada pela Eslováquia e o técnico mantinha uma impassibilidade angustiante à beira do gramado. Vai ser convicto de uma ideia de jogo assim lá no Palácio de Buckingham! Mais tarde, Luis de la Fuente e seus velozes e furiosos pontas Nico Williams e Lamine Yamal impediam qualquer risco de surpresa da Geórgia.
Gareth Southgate tem mérito em 99 jogos no cargo — o centésimo será contra a Suíça nas quartas de final. Levou a Inglaterra de volta à semifinal da Copa em 2018. Não acontecia desde 1990, na Itália. Alcançou a final na Euro-2020, disputada em 2021 devido à pandemia. Não coroou o reino com o título inédito porque perdeu nos pênaltis para a Squadra Azzurra dentro de Wembley, em Londres.
Derrotado parcialmente pela Eslováquia, Southgate demorou 66 minutos para começar a mexer na Inglaterra em busca do empate. Sacou Kieren Trippier para a entrada de Cole Palmer e depois fez mais quatro alterações ao inserir Eze, Toney, Gallagher e Konsa. Saíram Mainoo, uma das novidades na escalação inicial, Foden, Kane e Bellingham, os dois últimos exaustos na prorrogação depois de comandarem a virada.
O paciente inglês é um homem de sorte. Desfruta do meia Bellingham, autor do gol de meia bicicleta aos 50 minutos do segundo tempo forçando a prorrogação. Conta com o centroavante Harry Kane, o protagonista da virada no primeiro minuto do tempo extra. Quando o arco e a flecha entram em ação na mesma partida, um treinador à beira da demissão ganha sobrevida de uma partida nas quartas da Euro contra a Suíça.
— É irrelevante o que pensam sobre mim. você precisa ignorar opiniões externas e ter certeza do que está fazendo.
Gareth Southgate, técnico da Inglaterra, sobre as críticas dos torcedores
A Inglaterra precisa apresentar algo mais do que o 4-2-3-1. Até mostrou durante boa parte do duelo. Atacava praticamente no 3-2-5. Walker formava a defesa com Stones e Guéhi. Trippier dava profundidade ao ataque na linha de cinco com Foden, Saka, Bellingham e Kane. Mainoo e Rice coordenavam o meio de campo. Mesmo assim, havia dificuldade.
Outra gigante avançou às semifinais com mais facilidade. A Espanha se complicou ao fazer gol contra com Le Normand quando vencia por 1 x 0, mas em nenhum momento o time de Luis de La Fuente deixou de ser veloz e furiosa em busca da vitória por 4 x 1. É impressionante como Lamine Yamal e Nico Williams turbinam a seleção.
A Espanha sufoca a Geórgia. Os zagueiros Le Normand e Laporte se posicionaram quase a partida inteira na linha do meio de campo. Carvajal e Cucurella eram praticamente pontas. Rodri, Fabián Ruiz, Pedri e Morata se aproximavam por dentro, enquanto Lamine Yamal e Nico Williams turbinavam a Espanha pelas pontas em sincronia com as passagens dos laterais. Apesar da fragilidade do adversário, é belo ver a Espanha jogar. O duelo pelas quartas será contra a anfitriã Alemanha. Um baita — e imprevisível — jogo, em Stuttgart.
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