Patrick de Paula comemora o gol de falta com a torcida aos 43 da etapa final. Foto: Vitor Silva/Botafogo
O início do trabalho de Renato Paiva no Botafogo exige persistência do time em campo, engajamento de quem está na reserva e paciência da torcida na arquibancada. Dos quatro gols marcados em jogos oficiais pelo atual campeão da Libertadores e do Brasileiro desde a posse do técnico português, três foram marcados por jogadores egressos do banco. Não foi diferente na vitória por 2 x 0 contra o Carabobo na noite desta terça-feira, no estádio Nilton Santos, no Rio.
Não seria fácil. O Botafogo segue em processo de reconstrução. Dos 11 titulares na vitória conta o Atlético-MG em novembro, na final continental, cinco não iniciaram a partida contra o time venezuelano: Vitinho, Adryelson, Luiz Henrique, Almada e Igor Jesus. Dos cinco, Adyrelson, Luiz Henrique e Almada partiram rumo ao futebol belga, russo e francês, respectivamente.
Renato Paiva apostou no modelo 4-2-3-1 sem a bola e 3-4-3 com ela. Gregore recuava para ficar entre Jair e Barboza. Mateo Ponte alinhava com Marlon Freitas e Alex Telles. Artur, Savarino e Santi Rodriguez posicionavam-se atrás de Mastriani, o escolhido para substituir Igor Jesus. O Botafogo criou pouco no primeiro tempo diante de um adversário organizado praticamente com uma linha defensiva de cinco ou seis jogadores. Obviamente, explorando contra-ataques.
O tempo foi passando e o banco novamente fez a diferença. Considero bacana o interesse de Renato Paiva de resgatar o talentoso volante Patrick de Paula. A carreira marcada por altos e baixos indica uma guinada em 2025. Ele havia começado como titular diante do Palmeiras, da Universidad de Chile e o Juventude. Contra o Carabobo, entrou no lugar de Marlon Freitas e abriu o placar aos 43 minutos do segundo tempo. A cobrança de falta no meio da rua desviou no meio do caminho e atrapalhou o imóvel goleiro Lucas Bruera.
Um jogador vindo do banco aliviou a torcida. Outro impediu qualquer tipo de reação. Matheus Martins havia entrado no lugar de Santi Rodríguez e passou a se aproximar de Savarino na organização do time, enquanto Artur e Cuiabano davam profundidade nas pontas. O segundo gol sai justamente da assistência de uma triangulação entre Patrick de Paula, Savarino e o passe decisivo para Matheus Martins invadir a área pela direita e chutar forte para abrir 2 x 0.
São quatro gols em quatro jogos oficiais no início da gestão de Renato Paiva no Botafogo. Apenas um marcado por titular. Igor Jesus balançou a rede na vitória por 2 x 0 contra o Juventude. Os outros quatro vieram do banco: Mateo Ponte, Patrick de Paula e Matheus Martins fizeram os outros três. Independentemente de que entra ou sai, o Botafogo evolui devagarinho.
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