Sob o comando de Octavio Zambrano, Cano fez 43 gols pelo Independiente Medellín na temporada 2018/19
Aos 61 anos, o técnico equatoriano Octavio Zambrano Viera é uma peça-chave para decifrar o Germán Cano — anunciado na noite de sexta-feira como reforço do Vasco para 2020. Ele comandou o atacante argentino na temporada 2018/2019 do futebol colombiano e fez o jogador atuar praticamente no limite. Cano marcou 43 gols no período com a camisa do Independiente Medellín. Em entrevista ao blog, Zambrano explica como transformou Cano em uma máquina de fazer gols sob a sua batuta e mostra o caminho para Abel Braga extrair o máximo do jogador de 31 anos. Segundo ele, um dos trunfos foi o sistema tático 4-4-2. Ele até aconselha o comandante cruz-maltino a usar Talles Magno e Cano juntos. Depois do bate-papo com Paulo Autuori, que enfrentou Cano duas vezes neste ano no Campeonato Colombiano, saiba o que o ex-técnico dele tem a dizer…
O senhor foi técnico do Germán Cano no Independiente Medellín na temporada 2018/2019. O que pode falar sobre ele para a torcida do Vasco, que acaba de contratar o argentino?
Cano é um predador na área. Tem habilidade e muita intuição para antever onde a bola vai chegar, seja num passe, cruzamento ou rebote. Não é alto, mas cabeceia muito bem.
Considera Cano um bom finalizador?
Ele chuta muito forte, principalmente, de fora da área. É ambidestro.
Levantei que ele cobrou 14 pênaltis sob o seu comando e errou apenas um contra o América de Cali na 14ª rodada do Torneio Finalización de 2018…
O aproveitamento dele nas cobranças de pênalti supera 80%.
Qual é a melhor função para o Cano no ataque?
Ele pode jogar como pivô, mas não é forte. Tampouco é um grande driblador. Necessita de alguém ao lado para servi-lo. Não é oportunista, mas trabalha constantemente para se colocar em uma boa posição para finalizar.
Uma das melhores fases da carreira dele foi sob o seu comando. Cano fez 42 gols somando o desempenho no Finalización 2018 e no Apertura 2019. Como extraiu o melhor dele?
Jogávamos com dois atacantes no sistema 4-4-2. O parceiro de ataque dele era o Juan Fernando Caicedo, um atacante forte, potente, que arrastava a marcação com suas jogadas em diagonal e criava espaço para Cano. Além disso, ele ajudava na marcação sem a bola. Nosso sistema se transformava em 4-5-1, com Cano isolado na frente.
Pelo que posso interpretar, seria boa, por exemplo, Abel Braga apostar no 4-4-2/4-5-1, com uma dupla de ataque formada por Talles Magno e Germán Cano…
Sim. Se o Vasco conseguir jogar para Cano, explorar os pontos fortes, transformá-lo em referência, terá muitos gols. Não sei se muitos, como na Colômbia, mas cumprirá os objetivos.
Cano jamais foi convocado pela Argentina e manifestou recentemente o desejo de defender a seleção da Colômbia. Acho isso possível?
Não creio que Carlos Queiroz convocará Cano por um motivo simples: o sistema de jogo dele é diferente. Ele não joga com dois atacantes.
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