Depois de conquistar a Copa em 2011, o Japão fatura o Mundial Sub-20. Foto: Divulgação/Fifa
O título inédito do Japão no Mundial Sub-20 ao derrotar a Espanha por 1 x 0 nesta sexta-feira, na França, pode ser o trailer de uma hegemonia da Ásia nos principais torneiso de futebol feminino da Fifa. Enquanto as competições masculinas testemunham soberania sem precedentes, as meninas do Japão, Coreia do Norte, Coreia do Sul e China não param de colecionar taças nos eventos organizados pela entidade máxima.
Não é a primeira vez que o Japão conquista um título relevante no futebol feminino. Em 2011, elas conquistaram a Copa do Mundo em cima do tradicional Estados Unidos. Há quatro anos, perderam a revanche para as norte-americanas. No ano que vem, chegarão fortes ao torneio, que terá como sede a França.
A Coreia do Norte é outra seleção que impõe respeito nos torneios de futebol feminino. O país mais fechado do mundo tem no currículo os títulos do Mundial Sub-20 em 2006 e em 2016 e do Mundial Sub-17 em 2008 e em 2016. Ao que parece, o sucesso do país na Copa do Mundo também é questão de tempo.
A vizinha Coreia do Sul também tem título relevante na prateleira. Em 2010, fauturou o título do Mundial Sub-17, ou seja, mais um sinal de que há um trabalho sério, forte e competetente almejando a conquista da Copa do Mundo.
Vice-campeão mundial em 1999 e medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996, a China é outra potência asiática do futebol feminino. Embora não tenha conquistado nenhum título nas competições da Fifa, o país não deve ser desprezado. Em 2004, foi finalista do Mundial Sub-20 contra a Alemanha. Dois anos depois, perdeu o título na final asiática contra a Coreia do Norte.
Por falar em decisão asiática, Coreia do Sul e Japão foram protagonistas da decisão do Mundial Sub-17 de 2010, ou seja, mais uma amostra grátis de que o continente pretende dominar o mundo do futebol feminino nos próximos anos.
Eliminado do Mundial Sub-20 na fase de grupos ao terminar em último lugar no Grupo B, contra Inglaterra, Coreia do Norte e México, o Brasil (ainda) tem muito a aprender com a Europa, cujos clubes praticam o melhor futebol feminino do planeta, e com as seleções asiáticas, que não param de evoluir — na contramão de um Brasil que ainda não acertou no investimento em futebol feminino.
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