Desolação: terceira eliminação do Internacional nos pênaltis em oito meses. Foto: Ricardo Rimoli/Pool/AFP
Não pode ser normal time com camisa pesada como a do Internacional ser incapaz de marcar gol, no Beira-Rio, contra o Corinthians, e conquistar o título brasileiro. Não pode ser normal a eliminação precoce da Copa do Brasil diante do Vitória, em Porto Alegre. Muito menos o adeus desta noite no duelo com o Olimpia nas oitavas de final da Libertadores. Outra vez, a equipe dependia tão somente de um gol para passar de fase. Não conseguiu. Houve empate por 0 x 0 em Assunção e em Porto Alegre e triunfo paraguaio nos pênaltis por 5 x 4.
O técnico uruguaio Diego Aguirre disse na entrevista coletiva pós-jogo que a pergunta sobre o que acontece com o Internacional deve ser encaminhada aos psicólogos do clube. Nem Freud explica. As coincidências também impressionam. O time gaúcho foi eliminado justamente pelo Olimpia nos pênaltis, em 1989, no Beira-Rio. Diego Aguirre estava no lado colorado da força.
A equipe comandada pelo técnico uruguaio tentou. Finalizou 19 vezes. Nove na direção do gol. Houve bola na trave e até pênalti desperdiçado no tempo normal. Assim como naquele jogo contra o Corinthians, que poderia ter dado o título brasileiro ao colorado depois de 41 anos, quando o jogo do concorrente Flamengo havia acabado, a crise de ansiedade não permitiu.
Não permitiu por alguns motivos evidentes. O primeiro deles, a falta de convicção no trabalho do técnico vice-campeão brasileiro, falamos de Abel Braga, e do sucessor, Miguel Ángel Ramírez. Contrataram o espanhol e, rapidamente, o dispensaram para contratar Diego Aguirre.
“Tem que perguntar para um psicólogo (o abalo emocional). São situações do futebol. Há fases boas e ruins”
Diego Aguirre, técnico do Internacional
O treinador uruguaio deixou de ser aquele que levou o Peñarol à final da Libertadores de 2011 contra o Santos e o Inter à semi, em 2015. Aparenta ter piorado. Ainda assim, o Internacional fez uma das melhores exibições sob o comando do uruguaio. A eliminação foi injusta.
Mas justiça no futebol é colocar a bola no fundo da rede. Edenílson errou cobrança de pênalti. Jamais havia acontecido com ele no Internacional. E o Thiago Galhardo? Cobrou sete pênaltis e fez seis no Brasileirão do ano passado. Nesta quinta, mandou a bola lá no Rio Guaíba. O time gaúcho caiu pela primeira vez nos pênaltis, no novo Beira-Rio. O time havia desbancado o Cruzeiro no Gauchão de 2015, e do Palmeiras, pela Copa do Brasil de 2019. A última queda havia sido em 2011, na velha arena, contra o Cruzeiro, pelas quartas de final do Estadual.
Decisão por pênaltis virou carma na vida colorada. O time foi eliminado pelo Boca Juniors na temporada passada. Deu adeus na marca da cal diante do América-MG na Copa do Brasil. Agora, se despede da Libertadores contra o Olimpia. Incrivelmente resta uma competição ao Internacional na temporada: o Campeonato Brasileiro. Os prejuízos financeiros com as eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores são terríveis. Não causará surpresa se o Inter aproveitar o segundo semestre para iniciar a reforma do elenco para 2022.
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