Dudu tirou Galo da final da Libertadores em 2021 e coloca na da Sula em 2025

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Dudu marcou o gol de empate do Atlético-MG com o Independiente del Valle no Equador. Dudu deu duas assistências na vitória por 3 x 1 na partida de volta na Arena MRV. Uma delas de uma plasticidade incrível depois de uma arrancada no meio de campo como nos velhos tempos de Palmeiras. Em 2021, Dudu eliminou o Galo na semifinal da Libertadores com gol no Mineirão vestindo a camisa alviverde. Quatro anos depois, compensa ao cravar o Galo na decisão da Sul-Americana com duas exibições individuais de gala.

Jorge Sampaoli tem uma característica: curte atacantes leves, velozes e com mobilidade. O trio de ataque contra o Independiente del Valle foi formado por Dudu, Rony e Bernard. A estatura dos três é um outro detalhe. Rony e Dudu com 1,67m. Bernard, de 1,64m. Todos com o perfil do treinador argentino.  Lembram do ataque daquele Santos vice-campeão do Brasileirão em 2019? Marinho, Eduardo Sasha e Soteldo. Qualquer semelhança…

A segunda passagem de Jorge Sampaoli pelo Galo tem 14 jogos. É inegável a evolução do time sob o comando dele na comparação com a herança de Cuca. A reciclagem de jogadores também. Dudu assumiu protagonismo. Rony voltou a ser voluntarioso como nos tempos do Palmeiras. Bernard finalmente desembarcou de volta no clube. Hulk encerrou o jejum. Foi decisivo na ida com assistência para Dudu e na volta ao fazer o terceiro gol.

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Como jogou bola o Alan Franco na função de ala-direito. Guilherme Arana dispensa comentários. Evoluiu muito na primeira passagem de Sampaoli pelo Atlético. Entende como poucos as ideias do argentino e foi recompensado ao abrir o placar. Um dos aprendizados é a capacidade de jogar por dentro para dar as extremidades aos pontas.

Em 2021, perguntei ao Arana sobre a influência de Sampaoli no futebol dele em uma das passagens pela Seleção. “Hoje em dia você tem que fazer diferentes funções. Aprendi a jogar em uma posição nova, que foi com o Jorge Sampaoli, jogando um pouco por dentro. Isso me fez muito bem porque eu não estava acostumado a jogar na parte do meio ali do campo. Sempre joguei por fora, pela lateral. Independentemente de onde eu jogar vou me adaptar super-rápido para manter o meu nível e desempenhar um grande futebol”, disse.

Assim é Sampaoli, finalista da Copa Sul-Americana pela segunda vez. Na primeira, levou a Universidad de Chile ao título na longínqua temporada de 2011. Está novamente na decisão à espera justamente da Universidad de Chile ou do Lanús da Argentina.

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Marcos Paulo Lima

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