Arana é o dono da lateral esquerda do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Foto: Lucas Figueiredo/CBF
A geração nascida em 1997 da seleção olímpica ganhou uma oportunidade de ouro para formatar do HD do torcedor uma das tristes memórias recentes. Em 2017, o Brasil fracassou no Sul-Americano Sub-20 do Equador e não se classificou para o Mundial da categoria. Três convocados por André Jardine para os Jogos de Tóquio estavam naquele grupo: o lateral-esquerdo Guilherme Arana, o volante Douglas Luiz e o atacante Richarlison. Quatro anos depois, o trio amadureceu e será peça-chave na campanha pelo bicampeonato a partir de quinta-feira contra a Alemanha, às 8h30, no Estádio Internacional de Yokohama.
Guilherme Arana, Douglas Luiz e Richarlison eram comandados à época por Rogério Micale, técnico da seleção olímpica na conquista do ouro nos Jogos do Rio-2016. À época, o time teve muitas dificuldades. Na fase de grupos, avançou em terceiro lugar atrás de Equador e Colômbia. A equipe desandou no hexagonal final. Venceu um jogo, empatou três, perdeu um e encerrou o torneio em quinto. Uruguai, Equador, Venezuela e Argentina foram ao Mundial.
O resultado negativo naquele torneio não atrapalhou o desenvolvimento de Guilherme Arana. O lateral chamou a atenção do Sevilla, foi vendido pelo Corinthians por 11 milhões de euros, teve experiência no futebol italiano na Atalanta, é uma das referências técnicas do Atlético-MG e um dos líderes da esquadra olímpica e pretende colocar as lições do fracasso no Sul-Americano Sub-20 em prática a fim de evitar surpresas no Grupo D contra Alemanha, Arábia Saudita e Costa do Marfim. Apenas duas seleções avançarão às quartas de final.
“Infelizmente, naquela época, o objetivo não foi o que esperávamos. O que tiramos de lição é manter a humildade em todos os jogos, trabalhar bastante nos treinamentos para que não aconteçam surpresas dentro do jogo”, disse Guilherme Arana em resposta ao blog.
Segundo o lateral-esquerdo, a irregularidade daquela Seleção Sub-20 contribuiu para o insucesso. “Eu me recordo que, naquele Sul-Americano, nós começávamos bem e, ao longo da partida, deixávamos a guarda cair. Os adversários cresciam no jogo, empatavam, muitas vezes viravam e depois era muito complicado correr atrás do resultado. Então, a lição que a gente tira é, desde o primeiro minuto, dar o máximo e manter a concentração no nível mais alto para que possamos manter o resultado e nos manter bem dentro da partida”, analisou Arana.
A geração nascida em 1997 também tem jogadores que não participaram daquele Sul-Americano Sub-20, mas ganharam espaço e estão no grupo levado a Tóquio. São os casos dos zagueiros Ricardo Graça e Nino, os volantes Matheus Henrique e Bruno Guimarães, o meia-atacante Claudinho e o atacante Malcom. É uma geração de muita qualidade. A gente fica chateado com alguns cortes, mas quem entra no lugar de quem foi cortado também tem muita qualidade”, pondera o lateral-esquerdo.
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