Eintracht Frankfurt foi da Série B alemão ao título continental. Foto: Jorge Guerrero/AFP
Temporada de 2010/2011. O Eintracht Frankfurt amargava o rebaixamento para a Série B do Campeonato Alemão. Rebaixado como lanterna da Bundesliga, disputou a segunda divisão em 2011/2012. Retornou à elite como vice-campeão. Terminou dois pontos atrás do Greuther Fürth, mas voltou feliz da vida ao habitat natural disposto a não repetir o vexame.
Dez anos depois, o Eintracht Frankfurt foi da segunda divisão ao título da Liga Europa. Empatou com o Rangers por 1 x 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, mas triunfou nas cobrança de pênalti. Um senhor feito para quem costuma acompanhar a disputa pelo título da Bundesliga de longe. A melhor colocação recente foi o quinto lugar em 2020/2021.
Sem grana para competir com Bayern Munique, Borussia Dortmund e o emergente Red Bull Leipzig, o Eintracht Frankfurt é focado nas copas. Ganhou a Copa da Alemanha em 2018, um ano depois de ter sido vice no torneio. Perdeu o título da Supercopa em 2018.
Havia uma demanda reprimida. O clube não conquistava uma taça continental desde a Copa da Uefa, em 1979/1980. A torcida tinha lembranças de noites europeias como as de 1959/1960 no segundo lugar na Copa dos Campeões, atual Champions League, e no título da Copa Intertoto, em 1967. O tempo de espera finalmente acabou.
O Eintracht Frankfurt desbancou Bétis, Barcelona e West Ham na caminhada rumo ao título. Depois de despachar times de La Liga e da Premier League, faltava superar o Rangers. Há 10 anos, o time ecocês passava por situação pior. Quebrado, o clube recordista de títulos nacionais disputava a quarta divisão depois de sofrer uma punição administrativa.
A reconquista do respeito tem como um dos heróis o único representante do elenco lembrado constantemente nas convocações da seleção alemã. Kevin Trapp deve ser um dos três goleiros de Hansi Flick, a partir de 21 de novembro, na Copa do Mundo do Qatar. Um dos astros do time, ele usou os pés para deixar o Eintracht Frankfurt com a mão na taça ao defender a cobrança de uma das referências do Rangers, o galês Aaron Ramsey.
Isso diz muito sobre a presença de Trapp entre craques como Neuer e ter Stegen nas listas da Alemanha. Trapp só fez menos defesas na competição do que McGregor, do Rangers. O plantel liderado pelo austríaco Oliver Glasner, de 47 anos, formado pelo Red Bull Salzburg, só tem justamente o goleiro entre os convocáveis da esquadra germânica.
Outros nomes explicam o título. N’Dicka e Tuta são, respectivamente, o segundo e o terceiro maiores ladrões de bola. A velocidade é outro trunfo. Kostic, Knauff e Lindstrom estão entre os jogadores mais rápidos do torneio. Ninguém deu mais assistências na Liga Europa do que Kostic. Certamente a comissão técnica da Seleção ficou de olho no meia sérvio. Provavelmente ele enfrentará o Brasil novamente na abertura da Copa, assim como em 2018. Em 2021, foi dele um dos gols no empate por 2 x 2 com Portugal pela Eliminatória para o Mundial do Qatar. Um nome para ser investigado com respeito.
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