Do penta contra o Atlético-MG ao risco de queda contra o Galo: cinco anos na vida do Grêmio

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Há cinco anos, o Grêmio iniciava justamente contra o Atlético-MG uma guinada rumo a uma era de conquistas. Em 7 de dezembro de 2016, o tricolor gaúcho conquistava a Copa do Brasil na Arena, em Porto Alegre, com empate por 1 x 1 depois de vencer o Galo, no Mineirão, por 3 x 1.

O penta na Copa do Brasil abriu as portas para o tricampeonato na Libertadores em 2017. O vice no Mundial de Clubes depois de uma derrota por 1 x 0 para o Real Madrid. Atraiu a conquista da Recopa Sul-Americana em 2018 e o tetra no Campeonato Gaúcho de 2018 a 2021.

Todos os títulos foram conquistados sob a batuta do técnico Renato Gaúcho. Faltou ganhar o Campeonato Brasileiro. Por um motivo óbvio: Portaluppi não levou o torneio a sério na vitoriosa, mas desleixada gestão. Ficou em nono em 2016 depois de herdar a prancheta de Roger Machado. Acomodou-se no quarto lugar em 2017, 2018 e 2019 e caiu para sexto em 2020.

A falta de zelo com o Brasileirão é o pior legado de Renato Gaúcho. Ele não tem culpa pelo fracasso de 2021, óbvio. Deixou o clube depois da eliminação na Pré-Libertadores contra o Independiente del Valle. Mas a sementinha do descaso com a Série A foi plantada.

O Grêmio pode pagar muito caro por isso nesta quinta-feira com o terceiro rebaixamento para a segunda divisão em 30 anos. Caiu em 1991, 2004 e pode repetir a queda em 2021.

A guinada vitoriosa iniciada há cinco anos contra o Atlético-MG, na Arena, pode terminar de forma cruel novamente em casa, contra o bicampeão brasileiro Galo. A vingança do time mineiro da derrota da Copa do Brasil de 2016 pode se consumar hoje à noite.

A equipe gaúcho não chega a esse capítulo dramático por acaso. Acumula 19 derrotas, ou seja, um turno inteirinho perdendo. Iniciou a campanha com Tiago Nunes, entregou a prancheta e Luiz Felipe Scolari e termina o campeonato sob orientação de Vágner Mancini.

A pressão é maior porque o Grêmio não depende de si. Precisa ganhar do Atlético-MG e torcer para que Bahia e Juventude percam para Fortaleza e Corinthians, respectivamente.

Tudo é possível para um time apelidado de Imortal. Se cair pela terceira vez, o Grêmio jamais poderá reclamar de complô. O combo de ajuda ao tricolor gaúcho foi grande. O Flamengo vencia por 2 x 0, na Arena, e cedeu empate com um jogador a mais. O São Paulo perdeu em Porto Alegre e derrotou o Juventude. O Corinthians poderia ter rebaixado o rival, mas empatou. O Bragantino usou reservas na casa do Grêmio por causa da final da Sul-Americana.

Portanto, a essa altura, não é impossível Fortaleza e Corinthians estenderem a mão ao necessitado Grêmio. Difícil para o torcedor tricolor é acreditar na vitória contra o Atlético-MG.

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Marcos Paulo Lima

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