Diniz ensaia repetir êxito de Guus Hiddink à frente de time e seleção

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Fernando Diniz vive dias de Guus Hiddink. A 15 dias de estrear na Seleção Brasileira contra a Bolívia, em 8 de setembro, no Mangueirão, em Belém, pelas Eliminatórias para a Copa de 2026, o técnico tricolor encurtou o caminho para a classificação do Fluminense às semifinais da Libertadores na vitória por 2 x 0 contra o Olimpia. Há 18 anos, o colega de profissão holandês teve experiência semelhante antes de virar treinador compartilhado do PSV e da Austrália.

Hiddink havia levado o time de Eindhoven às semifinais de um torneio continental de clubes, a  Uefa Champions League.  Desbancou o Monaco nas oitavas de final, o Lyon nas quartas e só deu adeus ao torneio nas semifinais contra o Milan. A campanha épica rendeu convite da Austrália para ele acumular dois empregos. Centro e trinta dias depois da eliminação na Liga dos Campeões, Hiddink estreava à frente da Austrália na vitória por 2 x 1 contra as Ilhas Salomão nas Eliminatórias para a Copa de 2006 e classificava os Cangurus para a repescagem internacional contra o Uruguai. Os australianos desbancaram a Celeste e disputaram a Copa de 2006.

Assim como Hiddink, Fernando Diniz se mostra cada vez mais pronto para a dupla jornada. Assim como o colega no PSV, o treinador tricolor tem domínio do vestiário do Fluminense. Lima não torceu o nariz para a opção do técnico por John Kennedy — e não ele — na formação inicial dessa quinta-feira, no Maracanã. Ele compreendeu a necessidade coletiva diante de um Olimpia fechadinho cedeu espaço para a equipe se tornar um pouco mais ofensiva do que o normal.

Ironicamente, o primeiro gol não saiu dos pés do quarteto ofensivo formado por Keno, Arias, Cano e Kennedy. Coube ao volante André, um dos homens de confiança de Diniz no Fluminense e na Seleção, arrombar o ferrolho do Olimpia com um chute de fora da área. A bola desviou na defesa paraguaia e tirou totalmente o goleiro Espínola do lance.

O sistema 4-1-3-2 de Diniz sufocou o Olimpia. André se posicionava à frente da linha defensiva. Arias, Cano e Keno assumiam a criação atrás da dupla de centroavantes formada por Kennedy e Cano. Ao contrário do Flamengo na fase anterior, o Fluminense fez muito com pouco. Jorge Sampaoli não quis usar Pedro e Gabriel Barbosa juntos. Diniz preferiu dois matadores na área.

Enquanto Keno, o melhor em campo, acelerava o jogo em busca de mais gols, André esbanjava versatilidade. Convocado por Diniz para a partida do Brasil contra a Bolívia, ele recuou para a posição de zagueiro, ao lado de Nino, quando Felipe Melo saiu para a entra de Martinelli.

A pressão do Fluminense aumentou até Cano aproveitar o rebote da defesa do Olimpia depois de uma tentativa de bicicleta de Kennedy para marcar um golaço e consolidar o triunfo por 2 x 0 no Maracanã. Respeito é bom e o Olimpia gosta, mas o Fluminense parece mais focado do que o arquirrival Flamengo para o duelo de volta. Pode até perder por um gol na próxima quinta. Não é impossível, mas pouco provável. A menos que a fanática torcida transforme o Defensores del Chaco em um caldeirão insuportável como fez no triunfo por 3 x 1 contra o Flamengo nas oitavas e desestabilize emocionalmente um Fluminense extremamente focado no título inédito.

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Marcos Paulo Lima

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