A obsessão do Flamengo por um camisa 10 tem oficialmente uma nova aposta: o ex-menino da Vila Diego, 31 anos, anunciado nesta terça-feira como a 15ª contratação do clube carioca em 2016. A torcida rubro-negra reclama da falta de um 10, mas muitos passaram, sim, pela Gávea, neste século. Uns clássicos, outros nem tanto, mas praticamente todos — à exceção do sérvio Petkovic — foram subaproveitados por técnicos de pequeno, médio e grande porte. Ou, no mínimo, faltou aos meias rolar uma química com o clube ou uma dose de boa vontade para hornar o “manto sagrado” rubro-negro. Puxando pela memória, lembro de Alex, Juninho Paulista, Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves, Carlos Eduardo, Lucas Mugni, Ederson…
Símbolo da tríplice coroa do Cruzeiro em 2003, o meia Alex não se deu bem três anos antes naquele Flamengo recheado de reforços bancados pela ISL. Em entrevista ao blogueiro em 2013 na volta ao Brasil para defender o Coritiba, o craque justificou a má passagem pela Gávea. “O clube estava muito bagunçado naquele momento. Mas eu acredito que eu poderia ter rendido mais, dado algo a mais e cumprido o contrato até o fim. Suportado a falta de estrutura. No fim, acabei saindo na primeira chance que teve. Mas valeu muito pelo aprendizado”, disse Alex, que foi comandado na Copa João Havelange de 2000 por Carlinhos e depois por Mário Jorge Lobo Zagallo.
Enquanto Alex refugava, Petkovic assumia o papel de ídolo do clube. Em duas passagens pelo Flamengo, brindou o clube com um Campeonato Brasileiro em 2009 depois de 17 anos de jejum, dois Campeonatos Cariocas em 2000 e 2001 — um deles com um gol de falta aos 43, do segundo tempo no arquirrival Vasco — e uma Copa dos Campeões em 2001.
Juninho Paulista teve duas passagens frustradas pelo Flamengo. Na primeira, em 2002, não ganhou nada. Passou até o vexame de ser eliminado na primeira fase da Libertadores. Na segunda, estava no grupo campeão carioca em 2007, mas saiu pela porta dos fundos depois de um quebra pau com o então técnico Ney Franco. Diego Souza era coadjuvante no Flamengo campeão da Copa do Brasil em 2006.
O Flamengo também investiu pesado para trazer de uma vez só Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves. R10 entupiu a Gávea de torcedores na apresentação, pegou o microfone e bradou “agora eu sou Mengão”, mas deixou pouca saudade. Com R10 e Thiago Neves juntos sob a batuta de Vanderlei Luxemburgo, o Fla conquistou apenas o Campeonato Carioca invicto de 2011. Pouquíssimo diante do tamanho do investimento da diretoria rubro-negra.
Incansável na caça a um camisa 10, a gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello começou apostando em Carlos Eduardo, uma decepção de 2013 a 2014 com um gol e duas assistências em 49 jogos. Mano Menezes fez de tudo para fazê-lo jogar, mas não rolou química. Antes de Diego, a aposta foi em Ederson. O atual dono da 10 mais se machuca do que joga e tem quatro gols e uma assistência em 32 exibições.
Na minha opinião, Diego dificilmente vai conseguir levar o Flamengo ao título brasileiro em cinco meses. É preciso ter paciência com quem passou 12 anos fora do futebol brasileiro e disputou 28 das 34 partidas na campanha do vice do Fenerbahçe no Campeonato Turco de 2015/2016. Tudo bem, é verdade, o Flamengo deu um estalo no segundo semestre de 2009, mas foi uma raridade. Com o time formado pelo Flamengo, é obrigação, sim, se classificar para a Libertadores de 2017. E a partir de janeiro brigar pelo título continental, que não conquista desde 1981. Há duas chances de chegar lá: a Copa Sul-Americana e o G-4 do Campeonato Brasileiro.
Toma que o Diego é teu, Zé Ricardo! Faça ótimo proveito. A “nação” agradece.
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