O dia em que Joaquim Roriz contratou o primeiro jogo oficial da Seleção Brasileira no Distrito Federal

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A história é contada pelo presidente do Gama, Weber Magalhães, ex-mandatário da Federação de Futebol do Distrito Federal. Em 2005, faltava apenas o “sim” do então governador Joaquim Roriz para a Seleção Brasileira jogar pela primeira vez uma partida oficial na capital. As peças-chave do acordo estavam em diferentes países. Ricardo Teixeira, em Miami, EUA. Roberto Carlos, em Madri, na Espanha.

Secretário de Esportes do GDF na época, Weber Magalhães foi até a casa de Joaquim Roriz, no Park Way, para intermediar a conversa do governador com o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira. O político deu sinal verde-amarelo para a partida entre Brasil e Chile, no velho Mané Garrincha, pelas Eliminatórias para a Copa de 2006. O jogo da classificação. Prometeu fazer as reformas necessárias e deixar o gramado um tapete para receber o timaço de Carlos Alberto Parreira.

Depois de dar garantias à realização da partida, Roriz soube que falaria por telefone com Roberto Carlos antes de receber um presente. Distraído, soltou essa: “Com o cantor?”. Na verdade, quem o esperava do outro lado da linha não era o Rei, mas o consagrado lateral-esquerdo, que havia sido campeão mundial na Copa de 2002. Roriz ouviu incontroláveis gargalhadas de quem estava por perto, mas manteve a pose, conversou com o craque do Real Madrid por telefone e recebeu a camisa 6 do astro da Seleção.

Depois de cumprir as exigências da CBF, Roriz chegou a bater uma bolinha no gramado do Mané. Mas o show, óbvio, ficou por conta dos artistas. Em 4 de setembro de 2005, o Brasil fez uma das melhores exibições no século e goleou o Chile por 5 x 0. Saiu do Mané classificado para a Copa. Três gols do “Imperador” Adriano, um de Juan e outro de Robinho carimbaram o passaporte para o Mundial da Alemanha.

E assim, Roriz entrou para a história como o primeiro governador do DF a trazer uma partida oficial da Seleção, ou seja, um jogo válido pela Copa do Mundo, para a capital do país. Apenas mais uma das inúmeras histórias do folclórico e polêmico político que morreu nesta quinta-feira, aos 82 anos.

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Marcos Paulo Lima

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