Federações reagem depois de apoiarem Ednaldo Rodrigues na eleição e nas contas. Foto: Rafael Ribeiro/CBF
O afastamento do presidente Ednaldo Rodrigues pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), a nomeação de Fernando Sarney como interventor, a determinação de novo pleito em meio ao recurso apresentado por Rodrigues no Supremo Tribunal Federal (STF) já movimentam o colégio eleitoral da caótica Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Enquanto times brasileiros entravam em campo pela Libertadores, Sul-Americana e a Série B do Campeonato Brasileiro, 19 cartolas de 19 das 27 federações se articulavam para publicar um Manifesto pela Estabilidade, Renovação e Descentralização do Futebol Brasileiro. São Paulo, Bahia, Pernambuco, Espírito Santo, Minas Gerais, Tocantins, Amapá e Mato Grosso não assinaram o documento. Os 40 clubes das Séries A e B também não se posicionaram neste início de mais uma queda de braço pelo poder.
Na matemática das urnas, as 19 federações equivalem a 57 votos. Elas têm peso 3. As oito federações e os 40 clubes totalizam 64 votos. Portanto, em meio à guerra de liminares, há, sim, uma articulação política nos bastidores, inclusive opondo dos dirigentes das duas federações mais importantes do país. Rubens Lopes (Rio) é um dos signatários. Reinaldo Carneiro Bastos (São Paulo), não. Ambos são vice-presidente da gestão de Ednaldo.
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O documento diz: “Precisamos virar a atual página de judicialização e instabilidade que há mais de uma década compromete o bom funcionamento da entidade e o avanço do futebol brasileiro”. O texto continua: “O futebol brasileiro vive um momento decisivo. É urgente enfrentar desafios estruturais que, há anos, limitam o potencial do nosso futebol. Precisamos de um calendário equilibrado, arbitragem profissionalizada, gramados de qualidade, segurança nos estádios e competições fortalecidas”, dizem os 19 dirigentes.
O manifesto conclui: “Para que isso aconteça, é fundamental garantir estabilidade institucional à CBF. Precisamos virar a atual página de judicialização e instabilidade que há mais de uma década compromete o bom funcionamento da entidade e o avanço do futebol brasileiro. É também momento de resgatar a autonomia interna da CBF, hoje sufocada por uma estrutura excessivamente centralizada e desconectada das instâncias que compõem o ecossistema do futebol nacional.”
Leia o texto na íntegra
O manifesto das 19 federações publicado na noite desta quinta-feira
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