Excesso de pênaltis custou dois títulos candangos ao Brasiliense. Foto: Ed Alves/CB DA Press
Decidir a vida por pênaltis tem que ser exceção, não regra. O Brasiliense avançou contra o Globo-RN na segunda fase da Copa do Brasil, mas precisa curar-se urgentemente desse vício de viver perigosamente, sob pena de virar refém do acaso em mata-matas.
A contar de 2018, o atual campeão do Distrito Federal levou 10 jogos às últimas consequências. O retrospecto é favorável — seis vitórias e quatro derrotas — mas isso deveria ser evitado. O clube mais rico da capital não deveria passar tantos perrengues. Deixou escapar títulos locais contra Sobradinho e Gama, por exemplo, quando era superior. O trunfo é o goleiro Edmar Sucuri. A muralha amarela esteve em nove dessas 10 decisões por pênaltis e pegou 12 cobranças. Isso sem contar no tempo normal.
Em 2018, o Brasiliense amargou duas derrotas nos pênaltis. Deixou o título candango escapar contra o Sobradinho, no Mané Garrincha, e deu adeus às oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro contra o Campinense, em Campina Grande (PB).
Um ano depois, sofreu horrores para despachar o Vitória-ES na primeira fase da Copa Verde depois de um empate por 0 x 0 no Serejão, em Taguatinga.
Na temporada de 2020, uma derrota na decisão por pênaltis custou novamente o título do Candangão. O Brasiliense deixou o troféu escapar contra o Gama, no Bezerrão.
O Jacaré abusou da sorte em 2021. O acaso protegeu o Brasiliense nas decisões por pênaltis contra Rio Branco-ES, Cuiabá-MT, Vila Nova-GO e na finalíssima da Copa Verde contra o Remo, no Mangueirão, em Belém, porém entregou o time à própria sorte em nova edição da Copa Verde diante do Nova Mutum-MT, nas quartas de final da competição.
Ano novo, velha história. A décima decisão por pênaltis em cinco anos foi contra o Globo-RN. Sim, o time potiguar havia eliminado o Internacional na primeira fase da Copa do Brasil, mas convenhamos, o Brasiliense é superior. Não precisava ter passado aquele perrengue.
Pênaltis à parte, a boa notícia é a presença de dois candangos na terceira fase da Copa do Brasil. Não acontecia desde 2007. As presenças de Brasiliense e Ceilândia no sorteio de 28 de março são garantias de dois ou pelo menos um jogão contra adversários de ponta. Como os dois clubes estão dividindo o acanhado Abadião, a tendência é de que ambos utilizem o Mané Garrincha na próxima fase do torneio nacional.
A boa campanha na Copa do Brasil fortalece os finalistas do Candangão no ano passado a repetir a decisão nesta temporada. Nesse instante, ambos dividem a liderança do quadrangular semifinal com quatro pontos. O Capital tem três e o Gama continua zerado.
10 decisões por pênaltis em 5 anos: 6 vitórias e 4 derrotas
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