Laboratório de Felipão cinco meses antes da Copa de 2002 ajudou a fechar o grupo. Foto:
O ciclo da Seleção Brasileira para a Copa de 2026 lembra cada vez mais o de 2002. “Então vai bater campeão?”, questionarão os apressados. Não estou dizendo isso. Aponto, sim, para as semelhanças, inclusive na convocação desta segunda-feira de Carlo Ancelotti, às 15h30, para as últimas rodadas dos duelos contra Chile e a Bolívia pelas Eliminatórias para a Copa de 2026.
Em 24 de janeiro de 2002, Luiz Felipe Scolari promoveu um “laboratório” a toque de caixa para o Mundial de 2022. O Brasil havia se classificado para a Copa dois meses antes contra a Venezuela, em um sufoco danado.
Felipão aproveitou três amistosos “inventados” pela Confederação Brasileira de Futebol contra Bolívia, Arábia Saudita e Islândia para conhecer de perto jogadores em atividade no futebol nacional à época. O vestibular aprovou alguns candidatos para a lista final.
Nomes como Belletti, Gilberto Silva, Kleberson e Kaká aproveitaram a oportunidade e constaram na relação dos 23 escolhidos para a Copa do Mundo no Japão e na Coreia do Sul em 2002. Oito recrutados à época jamais tinham vestido a camisa da seleção principal.
Felipão era o quarto técnico do Brasil naquele ciclo. Antes dele, passaram pelo cargo Wanderley Luxemburgo, o interino Candinho e Émerson Leão. Ancelotti é o quarto nome diferente depois de Ramón Menezes, Fenando Diniz e Dorival Júnior.
Assim como Scolari, Carlo Ancelotti tem um problemão nas mãos: o tempo desperdiçado pelo entra-e-sai de técnicos e devido aos maus resultados, e a pressa para formar a Seleção a 290 dias do início da Copa do Mundo no Canadá, nos Estados Unidos e no México.
A opção por não chamar Vinicius Junior e Rodrygo e a provável ausência de Neymar abrem espaço para mais novidades. A peregrinação de Carlo Ancelotti e dos assistentes dele por estádios brasileiros para avaliar jogadores reforçam a expectativa.
Em tempo: há semelhanças entre os ciclos de 2002 e de 2026 até no que diz respeito ao craque do time. A participação de Ronaldo na campanha do penta foi uma incógnita nos quatro anos de trabalho devido às lesões do Fenômeno. Neymar é uma incógnita para a campanha pelo hexa no Canadá, EUA e México.
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