De 1989 a 2019: Trinta anos depois, Brasil volta a disputar o título da Copa América no Maracanã sem camisa 10

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Rio de Janeiro — Aos supersticiosos de plantão, uma curiosidade sobre a final da Copa América neste domingo entre Brasil e Peru, às 17h, no Maracanã. Há 30 anos, a Seleção era campeão ao vencer o Uruguai por 1 x 0 na última rodada do quadrangular final sem o camisa 10 em campo. Se conquistar o nono título continental será exatamente do mesmo jeitinho de 1989.

O camisa 10 na campanha do quarto dos oito títulos do Brasil na Copa América era Tita, com passagem por Flamengo e Vasco. Na época, o eleito por Sebastião Lazaroni defendia o Pescara da Itália. O favorito para ficar com a dezena era Silas nos amistosos pré-Copa América, mas nem o próprio lembra por que ficou com a 20.  “Eu acho que era o número de inscrição. Além disso, o Tita começou como titular”, conta Silas ao blog.

Tita ganhou a posição e até estreou com a camisa 10 na Fonte Nova na vitória por 3 x 1 sobre a Venezuela. Porém, ele e o lateral Zé Teodoro se machucaram durante a primeira fase, permaneceram no elenco e o Brasil teve direito a adicionar dois atletas à lista dos 22. Lazaroni chamou Josimar (Botafogo) e a jovem promessa Bismarck (Vasco), inscrito com a 10.

Tita não jogou mais depois da estreia contra a Venezuela. Bismarck ganhou experiência. Ficou no banco de reservas durante todo o quadrangular final. O camisa 20 Silas ganhou a posição e não saiu mais do time. No 3-5-2 de Lazaroni, era o responsável por amar o time com Valdo. Funcionou até a eliminação nas oitavas de final da Copa de 1990 na Itália contra a Argentina.

Cadê o 10? Numeração do Brasil contra o Uruguai em 1989

1 – Taffarel;

14 – Aldair, 3 – Mauro Galvão e 6 – Ricardo Gomes

2 – Mazinho, 17 – Dunga, 20 – Silas (15 – Alemão), 9 – Valdo (13- Josimar) e 5 – Branco;

7 – Bebeto e 11 – Romário

Técnico: Sebastião Lazaroni

Cadê o 10? Numeração do Brasil contra o Peru em 2019

1 – Alisson;

13 – Daniel Alves,  4 – Marquinhos, 2 – Thiago Silva e 12 – Alex Sandro

5 – Casemiro e 8 – Arthur;

9 – Gabriel Jesus, 11 – Philippe Coutinho e 19 – Everton “Cebolinha”

20 – Roberto Firmino

Técnico: Tite

Trinta anos depois, o Brasil novamente jogará uma final de Copa América em casa sem camisa 10. Neymar foi cortado depois do amistoso com o Catar no Mané Garrincha, em Brasília. Torceu o tornozelo. Willian herdou a camisa 10. Chamado às pressas, Willian largou as férias em Israel e embarcou rumo ao Brasil para assumir o número mítico.

Willian foi importante nos cinco jogos em que esteve em campo. Marcou na goleada por 5 x 0 sobre o Peru na Arena Corinthians, em São Paulo. Porém, a lesão muscular nos minutos finais da classificação contra a Argentina na semifinal, em Belo Horizonte, afastou o jogador da decisão deste domingo contra o Peru. Willian segue com o grupo, mas não entrará em campo.

Mais do que o camisa 10, a Seleção perdeu o 12º jogador nesta Copa América. Willian deu nova dinâmica ao time quando entrou. É ótimo nas bolas paradas. Excelente cobrador de falta com 11 gols nesse estilo com a camisa do Chelsea. Seria fundamental no possível jogo de paciência contra o Peru, no Maracanã. Willian reconquistou espaço na Seleção para as Eliminatórias e, quem sabe, na Copa América do ano que vem na Argentina e na Colômbia.

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Marcos Paulo Lima

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