Carrillo fez gol e foi uma das figuras mais lúcidas do Corinthians. Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Não é razoável um time ser eliminado duas vezes de diferentes competições, dentro da Neo Química Arena, tendo um jogador a mais do que o adversário. Ramón Díaz conseguiu, porém com posturas diferentes. Em outubro do ano passado, o Corinthians não conseguiu fazer um gol no Flamengo nas semifinais da Copa do Brasil para forçar a decisão por pênaltis. Bruno Henrique havia recebido cartão vermelho. Nesta quarta-feira, o Barcelona de Guayaquil teve o volante brasileiro Leonai excluído da partida e novamente o time paulista ficou a uma bola na rede da oportunidade de disputar as penalidades.
O Corinthians havia sido inofensivo contra o Flamengo na semifinal da Copa do Brasil. Em vez de agredir o time rubro-negro, caiu na teia de aranha montada por Filipe Luís e não conseguiu soltar-se dela durante um tempo e meio de jogo, em Itaquera. Leonai deixou o Barcelona com um jogador a menos aos 17 minutos da etapa final.
O Timão vencia por 1 x 0. Com um jogador a mais, o Corinthians partiu para o abafa contra os equatorianos, mas só conseguiu balançar a rede mais uma vez com Carrillo após uma cobrança de escanteio de Garro na cabeça de Gustavo Henrique e assistência para Carrillo. Por sinal, as cobranças de canto foram uma arma letal. Félix Torres também havia aberto o placar assim no primeiro tempo da insuficiente vitória por 2 x 0.
As estatísticas apontam posse de bola do Corinthians variando de 65% a 73%. Muito tempo com ela nos pés. No entanto, não adianta tê-la e usar praticamente os cruzamentos para dentro da área, a maioria partindo dos pés do maestro Garro, como repertório. As bolas foram erguidas na área do Barcelona 44 vezes! No pico do desespero, o zagueiro Gustavo Henrique, de 1,95m, virou centroavante em busca do terceiro gol. Nada demais nisso. Até Pep Guardiola cansou de recorrer a isso quando comandava, por exemplo, Gerard Piqué.
O Corinthians teve muito de Garro nas bolas paradas e pouco da dupla de ataque formada por Memphis Depay e Yuri Alberto. O atacante ainda tem a desculpa de que pode ter jogado no sacrifício depois de sofrer uma pancada na semifinal do Paulista contra o Santos. O holandês, sim, poderia ter feito mais na terceira eliminação do Corinthians na fase preliminar da Libertadores. Novamente faltando um gol para os pênaltis com um a mais sob o comando de Ramón Díaz. Será mera coincidência?
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