Conmebol quer Fair Play Financeiro em 2023 e revisa processo seletivo das sedes das finais únicas

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A terceira final consecutiva da Libertadores entre times brasileiros deve forçar a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) a debater mudanças na principal competição de clubes do continente a partir de 2023. O presidente Alejandro Dominguez cogita nos bastidores a introdução de um Fair Play Financeiro no torneio nos moldes do que acontece, por exemplo, nas ligas europeia. Outra tema em pauta na entidade é a revisão do processo seletivo das sedes das finais únicas. A Libertadores, por exemplo, teve decisões em Lima (2019), Rio (2020), Montevidéu (2021) e Guayaquil no próximo sábado (29), entre Flamengo e Athletico Paranaense. Uma possível adaptação é a escolha de um Plano B a ser colocado em ação depois da definição dos dois candidatos ao título a fim de facilitar a vida, principalmente, da torcida.

A superioridade econômica dos clubes brasileiros na comparação com os demais times da América do Sul está acelerando debates sobre uma forma de restabelecer o equilíbrio na competição. Uma alternativa é estabelecer um teto para a contratação de reforços. Na temporada passada, por exemplo, as finais da Sul-Americana e da Libertadores foram entre times brasileiros. O Athletico superou o Red Bull Bragantino; e o Palmeiras derrotou o Flamengo.

O presidente Alejandro Dominguez estuda colocar o Fair Play Financeiro em prática a partir do ano que vem e avalia propostas antes da confecção das regras. Um dos desafios é a disparidade econômica entre os países da América do Sul. O futebol brasileiro é praticamente uma ilha da fantasia em um continente no qual os principais clubes estão com pires na mão. Há preocupação, por exemplo, com uma possível hegemonia de dois clubes: Palmeiras e Flamengo. Atual bicampeão, o time paulista levou o título em 2020 e 2021. O carioca em 2019 e agora tem a oportunidade de ganhar o tricampeonato no sábado que vem.

Enquanto um segmento da Conmebol defende a implantação do Fair Play Financeiro, outro grupo não enxerga esse fator como determinante para a dinastia do Brasil. Um dos argumentos é a conquista recente do Independiente del Valle contra o São Paulo, em Córdoba, na Argentina, na final única da Copa Sul-Americana. Uma alternativa é melhorar a gestão em outros países.

Outro tema desconfortável nos corredores da Conmebol é a escolha das sedes das finais únicas da Sul-Americana e da Libertadores. O entendimento é de que o processo seletivo necessita de revisão. A opção por Guayaquil, por exemplo, tem gerado desgaste na relação com torcedores. Há reclamações sobre a malha aérea, o custo da passagem, rede hoteleira e atração turística.

Do ponto de vista da Conmebol, o maior incômodo é com os clarões nas arquibancadas. Foi assim, por exemplo, nas últimas duas decisões da Copa Sul-Americana. As arquibancadas estavam vazias tanto no Centenário, em Montevidéu, como no estádio Mário Kempes, em Córdoba. Para a Conmebol, a falta de público desgasta a imagem das competições.

Uma das alternativas é a escolha de um Plano B para a final. Isso daria maleabilidade para a Conmebol trocar o endereço da competição de acordo com o andar da carruagem. Exemplo: a final do próximo sábado entre Flamengo e Athletico-PR poderia ser alterada para uma cidade brasileira, por exemplo, a fim de evitar longos deslocamentos até o local da final única.

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Marcos Paulo Lima

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