A frustração dos torcedores do Botafogo em General Severiano, no Rio. Foto: Mauro PIMENTEL/AFP
O anjo da guarda alvinegro protegeu o Botafogo nas oitavas de final da Libertadores. O Palmeiras chegou a marcar o gol que levaria a partida para os pênaltis dentro do Allianz Parque. O anjo da guarda blindou o Botafogo nas quartas de final contra o São Paulo. A vaga às semifinais foi decidida nas penalidades e o alvinegro prevaleceu no Morumbi. O anjo da guarda travou o Atlético-MG na final sul-americana praticamente o jogo inteiro a partir da expulsão de Gregore aos 30 segundos. O anjo da guarda foi escudo nos tropeços contra Criciúma, Cuiabá e o Vitória nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro.
O anjo da guarda só não esperava ser requisitado logo na primeira partida da Copa Intercontinental devido a um grave erro de avaliação. Sim, o Botafogo estava exausto. Era a sétima partida em 23 dias. Desumano. O calendário da CBF é tosco. Pune quem vence. É inadmissível o Brasileirão terminar em 8 de dezembro e o representante do país na Copa Intercontinental viajar quase 20 horas do Rio a Doha para estrear em 11 de dezembro com fuso horário de seis horas e somente uma sessão de treino na véspera da partida contra o Pachuca. Mas não nos enganemos, os cartolas cumprem expediente na Avenida Luís Carlos Prestes, 130, Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, achando que está tudo certo.
Agora, vamos à culpa do “Rei Artur Jorge” na frustração dos súditos do Botafogo. Era melhor o técnico ter iniciado a partida com a força máxima e fazer as necessárias trocas, ou seja, poupar quem deveria, no decorrer da partida. Injetar qualidade no início da partida e renovar o gás do time de acordo com as demandas apresentadas pelo duelo com os campeões da Concacaf. Em vez disso, o lusitano começa o jogo sem cinco titulares. Isso é no mínimo subestimar o Pachuca. Provavelmente levaram em conta que o adversário tinha duas vitórias nos últimos 20 jogos e não entrava em campo há quase um mês e traçaram o desastroso plano de jogo.
À exceção do lateral-direito lesionado Vitinho, foi, sim, um pecado abrir mão de Alex Telles, Marlon Freitas, Thiago Almada e Savarino na escalação inicial. John, Adryeson, Alexander Barboza, Gregore, Luiz Henrique e Igor Jesus começaram, mas faltavam conexões. Allan e Eduardo foram peças nulas. Apesar do susto inicial com a escalação, o técnico uruguaio do Pachuca, Guillermo Almada, soube interpretar a partida taticamente e impôs 3 x 0.
Há uma mania entre alguns técnicos de poupar a força máxima no início das partidas e inseri-las em campo a partir dos 20, 30 minutos da etapa final. Pode funcionar quando o placar está empatado ou o time vencendo, mas em situações desastrosas como o plano de jogo do Botafogo, costuma ser tarde demais.
Não havia mais tempo de reação a partir dos 11 minutos, Marlon Freitas, Thiago Almada, Júnior Santos, Savarino e Tiquinho Soares entraram em campo muito mais na base do abafa do que organizados para virar a partida. O anjo da guarda alvinegro recarregava a bateria à espera do Real Madrid e nem ele teve forças para providenciar o milagre. O menosprezo ao Pachuca custou caro. O time mexicano foi muito melhor na bola. Ponto.
Que pecado! Fica a frustração de não enfrentar o Al Ahly do Egito nas semifinais e o Real Madrid mais à frente na decisão da Copa Intercontinental, mas estamos falando do maior ano da história do Botafogo: campeão da Libertadores e do Brasileirão em uma semana.
Foi mais um vexame não somente brasileiro, mas sul-americano no torneio. Mas, como escreveu o influencer alvinegro Pedro Certezas nas redes sociais, “de todas as zoações que nós já passamos, a de perder um Mundial de Clubes é, de longe, a melhor”, pondera. E justifica: “Há três anos, a gente foi esculachado por perder para o Brusque de virada e ficar em 11º na Série B. Que coisa linda, meu Jesus Cristinho”.
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