Galo volta a conquistar o Mineiro após três anos. Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG
Há uma coincidência entre os os campeões dos quatro campeonatos estaduais mais badalados do país: os melhores elencos do futebol carioca, paulista, mineiro e gaúcho levaram a taça. Em contrapartida, Flamengo, Palmeiras, Atlético-MG e Grêmio ainda não jogam tudo o que podem no Brasileirão. Quando isso será possível? Qual deles pode cruzar a linha de chegada em primeiro?
Tricampeão gaúcho neste domingo, o Grêmio amarga jejum no Brasileirão desde 1996, mas nem sabe se brigará pelo título brasileiro neste ano. Renato Gaúcho prefere as “copas”. Ganhou o estadual e certamente escolherá disputar a Libertadores e a Copa do Brasil — a menos que o arquirrival Internacional siga de vento em popa na liderança da Série A. Neste caso, ele terá de tomar providência e disputar as três competições paralelamente.
O Atlético-MG reconquistou a hegemonia no Mineiro neste domingo na decisão contra o Tombense. Não ganhava o título desde 2017. O primeiro troféu de Jorge Sampaoli no Brasil dá tranquilidade para ele passar os próximos seis meses concentrado no que interessa, ou seja, o título brasileiro. O Galo não conquista o Nacional desde 1971. Está eliminado das copas do Brasil e Sul-Americana. Logo, tem tudo para escalar a tabela de classificação.
Bicampeão carioca, o Flamengo perdeu dois titulares em relação a 2019, repôs o estoque, mas está em transição após a saída de Jorge Jesus e a chegada de Domènec Torrent. É o clube que mais tem sofrido depois do sucesso no estadual. Joga aquém da capacidade do melhor elenco do país e daqui a pouco terá de dividir o elenco em diferentes frentes para brigar por Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. É, talvez, o único com material humano para brigar por todos os títulos. Desta vez, rodando o elenco. O calendário não permite repetição excessiva do time sob pena de o grupo perder força física.
Campeão paulista após 12 anos, o Palmeiras tem elenco, porém, não consegue encontrar um padrão. Oscila demais. Perdeu pontos bobos para o Goiás. Deixou escapar a vitória contra o Bahia. Ainda não superou a perda de Dudu. O Rony do Athletico-PR ainda não desembarcou no Allianz Parque, os meias Lucas Lima, Gustavo Scarpa e Zé Rafaele Raphael Veiga refugam e Vanderlei Luxemburgo não cansa de recorrer a desculpas repetitivas como os quatro meses de paralisação, a falta de malandragem do elenco em partidas como o empate com o Bahia. É muito ouço tratando-se do técnico recordista de títulos brasileiros.
Posso queimar a língua, mas não ficarei no muro. Entre quatro campeões estaduais citados no post, o Atlético-MG é quem tem mais condição de ser campeão brasileiro. Afinal, só tem isso. É o que resta. Terá várias semanas livres para treino. Em seguida vem o Flamengo. Há elenco para brigar paralelamente por títulos desde que Dome não demore a deixar o time com a cara dele. O Palmeiras é minha terceira opção e o Grêmio a quarta. Poderia ser a primeira ou a segunda se Renato Gaúcho não tivesse tanta preguiça de competir no Brasileirão.
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