Claudinho, Henrichs e Olmo: Olimpíada coloca diamantes da Red Bull em rota de colisão

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Em alta no Brasil (Bragantino), na Alemanha (Leipzig), na Áustria (Salzburg) e nos Estados Unidos (New York), os investimentos da multinacional de bebida energética Red Bull no futebol causam impacto em seleções de ponta no torneio de futebol masculino dos Jogos Olímpicos de Tóquio. A marca tem apenas três jogadores inscritos na competição, mas a qualidade dos jogadores expostos na vitrine japonesa sobrepõe a quantidade.

O brasileiro Claudinho tem dois colegas de empresa no evento: o teuto-ganês Benjamin Henrichs e o espanhol Dani Olmo, ambos do Red Bull Leipzig — atual vice-campeão da Bundesliga, o Campeonato Alemão. Embora eles não se conheçam pessoalmente, eles são remunerados pela multinacional e disputarão o “prêmio” de funcionário do mês da firma em Tóquio. Claudinho e Henrichs devem travar um duelo à parte nesta quinta-feira. Olmo pode cruzar o caminho de Claudinho em um duelo precoce entre Brasil e Espanha nas quartas.

Atual campeão olímpico, o Brasil estreará na manhã desta quinta-feira, às 8h30 (de Brasília), contra a Alemanha. Os dois países decidiram o ouro há cinco anos, no Maracanã. Um dos destaques da Seleção liderada por André Jardine é o meia Claudinho. Aos 24 anos, a joia do Red Bull Bragantino, quarto colocado no Brasileirão, é avaliado pelo site transfermarkt em 11 milhões de euros, cerca de R$ 67,98 milhões na cotação atual da moeda europeia (R$ 6,18).

Claudinho enfrentará um badalado marcador alemão no início da campanha pelo bi. Benjamim Henrichs, do Red Bull Leipzig, é mais caro do que ele. O valor de mercado do zagueiro do versátil lateral de 24 anos, que também atua como volante, é 12 milhões de euros (R$ 74,16 milhões). O teuto-ganês de 24 anos é uma dos talentos do processo de renovação da seleção germânica. Em 2017, foi campeão da Copa das Confederações, na Rússia, sob a batuta do ex-técnico da esquadra principal, Joachim Löw. A tendência é que o jogador tenha mais oportunidades com Hansi Flick, novo comandante da Alemanha.

O valor de mercado somado das joias Claudinho, Benjamin Henrichs e Dani Olmo, todos vinculados ao grupo Red Bull Brasil e no Red Bull Leipzig, da Alemanha, é R$ 451 milhões.

Os classificados do Grupo D (Brasil, Alemanha, Costa do Marfim e Arábia Saudita) terão pela frente nas quartas adversários do C (Egito, Espanha, Argentina e Austrália). Um dos astros da Espanha também é um jogador empregado pela Red Bull. Dani Olmo é funcionário do Leipzig, atual vice-campeão da Bundesliga. Olmo é avaliado em 50 milhões de euros (R$ 309 milhões). Autor de três assistências em cinco jogos no torneio continental, ele está ainda mais valorizado depois do desempenho da Espanha na Eurocopa. O país alcançou as semifinais.

Claudinho, Henrichs e Olmo resumem o projeto da marca austríaca. Os olhos de lince dos scouts da Red Bull pinçam talentos cada vez mais onde poucos enxergam. Claudinho acumulou decepções no Corinthians, Santo André, Ponte Preta e Oeste antes de brilhar no Brasileirão do ano passado e conquistar o prêmio de melhor jogador e revelação da Série A.

Henrichs foi observado nas divisões de base do Bayer Leverkusen e na passagem pelo Monaco antes de ser contratado pelo Red Bull Leipzig. Aos 19 anos, debutava com a camisa da seleção principal da Alemanha contra San Marino nas Eliminatórias para a Copa de 2018.

“Acompanho os jogos, mas não conheço profundamente os jogadores (Henrichs e Olmo), as melhores qualidades deles, mas espero que eu possa render mais, ajudar mais a minha seleção e o Brasil saia vitorioso”

Claudinho, em resposta ao blog

Com passagem pelas divisões de base do Espanyol e do Barcelona, Olmo percebeu que teria pouco espaço nos times catalães, arrumou as malas e aventurou-se em um mercado alternativo: a Croácia. Defendeu o Dínamo de Zagreb e, de lá, chamou a atenção do Red Bull Leipzig. Hoje, o jogador de 23 anos pode ser considerado titular de Luis Enrique na Espanha.

Questionado pelo blog na entrevista coletiva desta terça-feira se conhece os colegas de firma Henrichs e Olmo, Claudinho respondeu que não, mas mandou recado aos concorrentes. “Acompanho os jogos, mas não conheço profundamente os jogadores, as melhores qualidades deles, mas espero que eu possa render mais, ajudar mais a minha seleção e o Brasil saia vitorioso”, disse o camisa 10 da seleção olímpica.

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Marcos Paulo Lima

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