Cinco eliminações em sete anos: futebol candango vive maldição do Serra do Lago na Copa do Brasil

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Solução emergencial para os clubes do futebol candango em tempos de restrições no Distrito Federal devido ao avanço da pandemia do novo coronavírus, o Estádio Serra do Lago, em Luziânia, virou uma espécie de casa do terror para os times da capital do país e entorno na Copa do Brasil. Com as eliminações de Gama e Real Brasília do torneio em 24 horas, são quatro quedas na arena em sete anos.

A “maldição” começou em 2015. Campeão candango à época, o Luziânia amargou derrota por 3 x 0 para o América-MG, no Serra do Lago, e deu adeus precocemente ao mata-mata nacional.

Dois anos depois, o Luziânia recebeu o Vitória na primeira fase da Copa do Brasil e novamente deu adeus ao torneio na primeira fase. O time baiano fez 2 x 0 no Estádio Serra do Lago e tirou o time da competição.

Na temporada passada, o Brasiliense teve de mandar a partida contra o Paysandu, em Luziânia, devido à falta de laudos para a realização do jogo no Serejão, em Taguatinga. O time paraense arrancou empate por 1 x 1, no Serra do Lago, e despachou o adversário candango na primeira fase.

Neste ano, o Distrito Federal amargou duas eliminações em 24 horas. Na quarta-feira, o atual bicampeão do DF, Gama, tomou virada da Ponte Preta e deu adeus ao torneio após derrota por 2 x 1 no Serra do Lago. Nesta quinta, o estreante Real Brasília não conseguiu bater de frente com o América-RN e perdeu por 2 x 0.

Gama e Real Brasília tiveram de jogar em Luziânia pela Copa do Brasil devido ao veto às partidas de futebol no Distrito Federal. Os jogos do Candangão, inclusive, estão sendo realizados no Entorno, ou seja, em cidades goianas e/ou mineiras vizinhas do Distrito Federal.

Como se não bastasse o Serra do Lago ter virado “casa do terror”, a Ponte Preta pretende fazer uma reclamação formal à CBF e à Federação Paulista sobre as condições do estádio. No site oficial, a Ponte Preta postou várias fotos do gramado, do banco de reservas e dos vestiários. O clube reclamou de lixo espalhado, buracos e formigueiro no campo, classificando a estrutura em geral como “deplorável”.

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Marcos Paulo Lima

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