Conmebol fez 4 Copas América nos últimos oito anos: pra quê mais uma em 2021? Foto: Lucas Figueiredo/ CBF
Rio de Janeiro — Cinco anos depois daquele 8 de julho de 2014, com aniversário nesta segunda-feira, o Brasil é campeão da Copa América sem nenhum jogador escalado no 7 x 1 — o maior vexame em 105 anos de história da Seleção. Simbólico. O capitão Daniel Alves não esteve em campo no Mineirão. Havia sido barrado pelo lateral-direito Maicon. Thiago Silva cumpriu suspensão. Dante formou dupla com David Luiz. Willian jogou contra a Alemanha. Lesionado, não era opção na decisão do Maracanã. Fernandinho é outro que perdeu espaço depois da contusão contra na fase de grupos.
O processo de renovação da Seleção é lento, mas está acontecendo. Basta olhar com lupa os autores dos gols do Brasil no triunfo por 3 x 1 sobre o Peru. Everton “Cebolinha” tem 23 anos. Gabriel Jesus pode até disputar mais uma Olimpíada. Se quiser, o medalhista de ouro nos Jogos do Rio-2016 pode ir a Tóquio-2020. Autor do gol de pênalti, Richarlison também é jovem: 22 anos. Esse, sim, cotado a embarcar rumo ao Japão no ano que vem.
Arthur deu assistência para o gol de Gabriel Jesus. Idade? 22 anos. Marquinhos parece veterano, mas é um zagueiro nascido no ano do tetra: 1994. Éder Militão, 21, entrou na final para ajudar a consertar o rombo deixado pela expulsão de Gabriel Jesus no segundo tempo. No banco estavam os aprendizes Lucas Paquetá (21) e David Neres (22).
Sucessores de Luiz Felipe Scolari, Dunga e Tite tiveram muitas dificuldades para se livrar do legado do 7 x 1. Aquele time de Julio Cesar, Maicon, Dante, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo e Fernandinho (Paulinho); Hulk (Ramires), Oscar e Bernard; Fred (Willian) foi deixado para trás.
Daqui em diante, Tite também tem que desapegar do legado da traumática eliminação contra a Bélgica nas quartas de final da Copa da Rússia. A renovação precisa acelerar nas Eliminatórias, na Copa América 2020 e nos amistosos até a abertura do Mundial do Catar, em 21 de novembro de 2022. Há relação de gratidão com Daniel Alves, Miranda, Thiago Silva, Marcelo, Filipe Luís, Paulinho e Renato Augusto. Com raríssima exceções, o ciclo passou. Daniel Alves, por exemplo, só depende dele para seguir titular. Ainda não apareceu uma sobra para o baiano. Danilo, Fagner, Fabinho… Ninguém se mostrou à altura. As duas laterais estão carentes.
Não faltam opções para a continuidade da renovação. Algumas citadas pelo próprio Tite aqui no Rio logo depois da vitória sobre o Peru. Questão de tempo para o elenco ganhar os reforços de Fabinho (Liverpool), Vinícius Júnior e Rodrygo (Real Madrid), Pedro (Fluminense) e outros destaques em atividade no Brasil e no exterior. A nova geração será mesclada com Alisson, Neymar, Philippe Coutinho, Roberto Firmino, Alex Sandro, Casemiro. Nessa mistura sairá o elenco dos 23 jogadores para a Copa do Mundo do Catar-2022.
Cinco anos depois do 7 x 1, a Seleção aparenta ter cortado em definitivo o cordão umbilical com os jogadores escalados na vergonha do Mineirão. Acompanhemos, a partir de agora, quantos personagens da derrota para a Bélgica prevalecerão no elenco até 2022 depois da nona conquista verde-amarela na Copa América.
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