O equilíbrio emocional pode ser decisivo no jogo de volta da semifinal do Candangão neste sábado entre Ceilândia e Gama, às 16h, no Abadião. Vou explicar: o time alviverde é o mais indisciplinado do torneio. O time acumula 46 cartões: 44 amarelos e dois vermelhos em 10 partidas. Média de 4,6 por apresentação.
É muita advertência levando-se em conta os 90 minutos de jogo. Arriscado demais ter quase meio time pendurado por partida, ou seja, sob o risco de expulsão. O Gama foi punido com dois cartões vermelhos neste campeonato. O líder é o eliminado Planaltina com quatro.
A primeira partida entre Ceilândia e Gama teve 13 cartões — 7 para os alvinegros e 6 para os alviverdes. Dos 30 jogadores que entraram em campo (22 titulares é outra substitutos), 13 receberam cartão. Mais de um terço dos atletas.
O Abadião costuma ser uma panela de pressão. Quem não lidar com as emoções fatalmente se dá mal na toca do gato. Dificilmente nso sai de lá com arranhões. O Gama não fez o dever de casa no Bezerrão. É obrigado a vencer fora para ir à final e conquistar o direito de disputar a Copa do Brasil, a Copa Verde e a Série D em 2025.
O Ceilândia está na zona de conforto. Desfruta da vantagem do empate por ter ficado em segundo na primeira fase. Portanto, a tendência é o time se fechar, enervar o Gama e resolver a série com um gol logo cedo ou mais tarde na base do contra-ataque. Como o Gama, líder em cartões no Candangã, reagiria diante da desvantagem e de uma arquibancada pilhada?
Eis o desafio alviverde. Futebol é bola na rede, mas também equilíbrio emocional para não tomar cartões desnecessários e terminar o jogo com o time completo até o apito final. Naõ é fácil conciliar cabeça fria e coração quente em uma decisão, mas o mantra de Abel Ferreira resume muito bem o desafio da semifinal no Abadião. Avançará o time que souber domar as emoções.
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