Casemiro x Messi: protagonistas de duelo à parte têm lembranças diferentes da Neo Química Arena

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Protagonistas de duelos à parte com as camisas do Real Madrid e do Brasil; e do Barcelona e da Argentina, o volante Casemiro e o atacante Lionel Messi guardam boas e más lembranças da Neo Química Arena, palco do clássico deste domingo do clássico válido pela sexta rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo do Qatar-2022.

Casemiro tem quatro gols com a camisa da Seleção. O primeiro deles foi marcado justamente na casa do Corinthians na goleada por 5 x 0 pela fase de grupos da Copa América de 2019. O volante inaugurou o placar e abriu a porteira para o time de Tite. Os outros três gols dele foram no Nilton Santos (Rio), em Miami e em Singapura, os últimos dois em amistosos.

Lionel Messi se exibirá na Neo Química Arena pela quarta vez. Há um tabu pessoal no estádio. Ele não balançou a rede contra a Suíça na fase de grupos da Copa de 2014 nem nas semifinais contra a Holanda. A torcida também não viu gol dele na decisão do terceiro lugar da Copa América de 2019 contra o Chile. O jogador eleito seis vezes melhor do mundo protagonizou um episódio raríssimo na carreira na última passagem pela casa do Timão.

Há dois anos, Messi foi expulso injustamente depois de um lance polêmico com o zagueiro chileno Medel. Sobrou para o craque argentino na confusão. O árbitro paraguaio Mario Diaz de Vivar deu cartão vermelho para o camisa 10. Os mais de 40 mil pagantes protestaram ferozmente contra o juiz, que não foi acionado pelo VAR nem consultou a imagem do lance.

Indignado com a arbitragem, Messi deixou o estilo paz e amor e partiu ao ataque na zona mista do estádio. “Muita raiva, porque não merecia o cartão vermelho. Eu estava fazendo ótima partida. Fica a sensação de que não nos deixaram chegar à final. Acredito que o árbitro se excedeu um pouco. Um cartão amarelo para os dois encerrava tudo”, desabafou o craque.

Messi foi além e insinuou que o torneio estava contaminado. “Infelizmente, acredito que está tudo armado para o Brasil. Tomara que o VAR e o árbitro não influenciem na final, e o Peru possa competir, porque tem time para isso, mas é difícil”, esbravejou.

Até então, Messi só havia sido expulso duas vezes na carreira. A primeira na estreia pela seleção principal da Argentina contra a Hungria, em 2005. O terceiro cartão vermelho do astro faz pouco tempo, na decisão da Copa do Rei da Espanha contra o Athletic Bilbao depois de agredir Villalibre. O Barcelona perdeu o título nos pênaltis.

Antes da final da Copa América deste ano, Casemiro lembrou os duelos à parte com Messi nos clássicos entre Real Madrid e Barcelona e Brasil e Argentina. “Pela zona do campo que o Messi joga, é claro que a gente acaba se enfrentando bastante no decorrer do jogo. Mas eu, sozinho, não consigo marcar nenhum jogador. Tenho que sempre ter a ajuda dos companheiros”, disse.

Equilibrado, o duelo já teve Casemiro protagonista contra Messi e o inverso. O brasileiro dominou o argentino, por exemplo, no último clássico entre eles. Anulou o argentino, em 10 de abril, na vitória do Real Madrid por 2 x 1 no estádio Alfredo Di Stéfano. Casemiro jamais foi expulso devido a uma disputa de bola com Messi. O cartão vermelho no último clássico espanhol aconteceu depois de ele ter chegado atrasado no cerco a Mingueza.

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Marcos Paulo Lima

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