Candangate: TJD-DF “reforça” MPDFT e também investigará manipulação de resultados

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O Candangão ferve dentro do gramado na conclusão da segunda fase e fora dele, nos bastidores da Operação Candangate. Na última sexta-feira, o blog antecipou que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) havia aberto investigação sobre possível ataque de uma máfia de apostadores ao Candangão 2021. A Procuradoria dos Direitos do Cidadão (PDDC) assumiu a apuração de possíveis indícios de irregularidades e pode passar a contar, a partir desta terça, com o reforço do Tribunal de Justiça Desportiva do Distrito Federal.

O blog apurou que o procurador do TJD-DF, Felipe Lacerda Soares, apresentou requerimento de instalação de inquérito e aguarda apenas o deferimento do documento por parte do presidente do tribunal, Vinícius Henrique Bernardes, para iniciar a apuração as denúncias na esfera esportiva. O auditor responsável pelo caso será definido, em sorteio, como exige o artigo 82 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). “Deferido o pedido, o Presidente do Tribunal (STJD ou TJD) sorteará auditor processante, que terá o prazo de quinze dias para sua conclusão, prorrogável por igual período”, diz o texto.

Os auditores tiveram conhecimento da possibilidade de manipulação de resultados nesta edição do Candangão no texto da última sexta-feira postado no blog e na reportagem publicada na edição do último sábado no Correio Braziliense. o TJD-DF pretende ouvir testemunha e, na medida do possível, caminhar em parceria com o MPDFT.

Na semana passada, três dirigentes pediram a ajuda do MPDFT para apurar suposta manipulação dos resultados, entre eles, o principal interessado nos esclarecimentos: o presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal, Daniel Vasconcelos — mandatário da entidade responsável pela organização da competição.

No centro da apuração estão, principalmente, as 36 partidas da primeira fase da edição deste ano. Há suspeita de arranjo em alguns placares. Pelo menos três jogos são vistos com desconfiança. Em 2 de abril, o Formosa perdeu por 6 x 1 para o Samambaia. Uma casa de apostas prometia pagar alto por uma vitória por cinco gols de diferença. Chamam atenção, também, a goleada do Ceilândia por 8 x 1 na última rodada da primeira fase e a derrota do Samambaia, por 3 x 0, para o Santa Maria, pela quinta jornada do Candangão.

Vários jogadores, alguns dirigentes e até árbitros teriam sido abordados para facilitar a contaminação dos jogos mediante boa recompensa financeira. Um dos supostos assediados teria, inclusive, usado a expressão: “Dinheiros os caras têm, é jogo para empate”, disparou, referindo-se a uma suposta combinação de placar.

Três dirigentes pediram a ajuda do Ministério Público para apurar suposta manipulação dos resultados, entre eles, o principal interessado nos esclarecimentos: o presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal, Daniel Vasconcelos — mandatário da entidade responsável pela organização da competição.

No centro da apuração estão, principalmente, as 36 partidas da primeira fase da edição deste ano. Há suspeita de arranjo em alguns placares. Pelo menos dois jogos são vistos com desconfiança. Em 2 de abril, o Formosa perdeu por 6 x 1 para o Samambaia. Uma casa de apostas prometia pagar alto por uma vitória por cinco gols de diferença. Chama atenção, também, a goleada do Ceilândia por 8 x 1 na última rodada da primeira fase.

Vários jogadores, alguns dirigentes e até árbitros teriam sido abordados para facilitar o esquema de manipulação de resultados mediante uma boa recompensa financeira. Um dos supostos assediados teria, inclusive, usado a expressão: “Dinheiros os caras têm, é jogo para empate”, disparou, referindo-se a uma suposta combinação nas rodadas finais da primeira fase do campeonato local.

Parcerias de grupos supostamente ricos feitas a toque de caixa, pontualmente, com times pobres da competição também são observados com desconfiança. Uma fonte relata que alguns dirigentes admitem, inclusive, ter se sujeitado aos acordos para deixar de ser bobos a fim de ter um elenco minimamente competitivo para fazer frente a times de maior investimento no Distrito Federal, como Brasiliense e Real Brasília.

A primeira fase do Candangão aconteceu 20 de fevereiro a 9 de abril. No total, foram disputadas 36 partidas. Quatro times caíram para a segunda divisão: Real Brasília, Samambaia, Sobradinho e Formosa. A segunda terminará nesta quarta-feira e classificará quatro time para o quadrangular semifinal em ida e volta. Os dois melhores decidiram o título em jogo único.

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Marcos Paulo Lima

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