Candangão: “Rei do Rebaixamento” é condenado a 13 anos por manipulação

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Manipulador confesso ao usar o Santa Maria para adulterar resultados no Campeonato do Distrito Federal de 2024, William Pereira Rogatto está condenado a 13 anos e meio de prisão. A sentença do juiz Germano Oliveira Henrique de Holanda foi publicada na quarta-feira passada. Autointitulado “Rei do Rebaixamento” depois de depor na Comissão Parlamentar de Inquérito da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, ele havia sido extraditado dos Emirados Árabes Unidos a pedido do senador Carlos Portinho (PL-RJ) e continuará detido.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Distrito Federal liderou a investigação e denunciou os acusados por associação criminosa e fraude esportiva. William Pereira Rogatto não é o único condenado. Amauri Pereira do Santos pegou 11 anos e 10 meses de prisão. Os jogadores Alexandre Batista Damasceno e Nathan Henrique Gama da Silva, a sete anos de reclusão e poderão recorrer em liberdade. Presidente do Santa Maria à época do escândalo, Dayana Nunes Feitosa se apresentou à CPI e foi absolvida nas investigações por falta de provas. A informação foi publicada primeiro pelo colega de São Paulo Leonardo Lourenço no portal GE.

William Pereira Rogatto assumiu na CPI ter rebaixado pelo menos 42 clubes do futebol brasileiro e assumiu a influência na queda do Santa Maria para a Série B do DF em 2024. Sem comprovação alguma, acusou irresponsavelmente o presidente da FFDF de ter participado do esquema. Daniel Vasconcelos se defendeu, rebateu as acusações na CPI e comprovou aos parlamentares não ter vínculo algum com o réu.

“Nunca tive o contato dele. Não sei quem é. Não recebi nem fiz ligação. Podem quebrar o meu sigilo bancário, telefônico… Nunca o vi”, defendeu-se Daniel Vasconcelos à época em entrevista ao blog. “Como presidente de federação não posso indicar ninguém a clube nenhum. Quem tomou todas as providências necessárias para a denuncia fui eu. Chegou relatório da Sports Radar (empresa de monitoramento de integridade parceira da FFDF). Encaminhei para o Ministério Público do DF e Territórios e para o TJD. Fui ouvido no Gaeco por conta disso tudo”, afirmou.

Diante das acusações sem provas do cliente cada vez mais acuado, os advogados de Rogatto queriam anular o depoimento na CPI, mas o juiz recusou. Ele havia falado ao plenário de Portugal com os senadores Romário e Jorge Kajuru. Diante da repercussão, embarcou rumo a Dubai quando soube que uma comitiva do país iria ao país lusitano. Interceptador pela Interpol, foi descoberto nos Emirados Árabes Unidos.

“Sou réu confesso, totalmente. Comecei a trazer jogadores de nome, mostrando para ela (Dayana Nunes, presidente do Santa Maria) que eu iria fazer um excelente campeonato. Daqui a pouco, eu falei que os jogadores meus de nome não tinham condições de ir, mas que ia dar tudo certo. E, infelizmente, eu vim a rebaixar o Santa Maria. Desculpa, mais uma vez, peço perdão para as pessoas”, disparou Rogatto, em depoimento à CPI.

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: Candangão 2024 Corrupção no futebol CPI das Apostas Fraude esportiva Gaeco Justiça DF manipulação de resultados Rei do Rebaixamento Santa Maria-DF William Rogatto

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