Botafogo celebra o segundo título em uma semana no Campeonato Brasileiro. Foto: Vitor Santos/Botafogo
O Botafogo está definitivamente de volta à estrada dos louros, um dos trechos poéticos do hino do inquestionável campeão brasileiro de 2024. A letra de Lamartine Babo refere-se ao caminho das vitórias. O Glorioso demorou 28 anos 11 meses e 21 dias para reencontrar a rota do sucesso. Dois fachos de luz anunciam o novo tempo: a Libertadores inédita e o fim da longa espera na Série A. A paciência misturada com pessimismo e superstição são virtudes inalienáveis do torcedor alvinegro.
A vitória por 2 x 1 contra o São Paulo ilustra. Os mais de 40 mil desconfiados, no estádio Nilton Santos, só relaxaram quando o iluminado volante Gregore fez o gol da vitória diante de um honesto São Paulo. Questionado pelo técnico Abel Ferreira, o tricolor paulista não entregou o jogo como esperava o treinador lusitano do Palmeiras. Segurou o empate enquanto foi possível. Paralelamente, o alviverde era derrotado pelo Fluminense dentro do Allianz Parque. O São Paulo não tem culpa se o Palmeira é incapaz de ajudar a si mesmo.
Gregore não tinha gol marcado pelo Botafogo. De repente, marcou três decisivos. Assinou o triunfo por 1 x 0 contra o Red Bull Bragantino. Balançou a rede também na vitória diante do Palmeiras, no Allianz Parque. Esteve próximo de virar vilão na final da Libertadores contra o Atlético-MG, porém foi salvo pelos heroicos Luiz Henrique, Alex Telles e Júnior Santos na épica conquista por 3 x 1 no Monumento de Núñez, em Buenos Aires.
O facho de luz voltou a iluminar Gregore. O volante ficou em evidência ao consolidar o título do Botafogo. Desentalou o grito de campeão preso na garganta do torcedor desde 17 de dezembro de 1995. Foram 10.584 dias até o fim da abstinência no Campeonato Brasileiro.
É tempo de Botafogo porque há um investidor. John Textor pode não ser perito em soccer, o nosso futebol, mas o mecenas estadunidense soube contratar profissionais mais competentes do que ele para montar o elenco. O técnico Artur Jorge deu química ao plantel e montou um time focado em abandonar o que passou para focar na volta à estrada dos louros. O título inédito na Libertadores desacorrentou o Botafogo. Quebrou os grilhões da era de derrotar e inaugurou um novo tempo glorioso na história do clube carioca.
Quem vivia de contar histórias de Túlio Maravilha, agora pode falar de Igor Jesus. Quem exaltava Donizete, o pantera, pode alternar para Luiz Henrique. As menções a Sergio Manoel merecem um descanso para a exaltação de Almada. Em vez de Beto, é possível falar de Savarino. Jamir e Leandro Ávila têm Gregore e Marlon Freitas como heróis substitutos. Bastos e Alexander Barboza dão tempo a Gonçalves e a Wilson Gottardo. John resgata a história do goleiro Wagner. O técnico português Artur Jorge emula Paulo Autuori.
A carência de novo ídolos acabou. Nem deu tempo de comemorar. De volta à estrada dos louros, o Glorioso está irá a Doha, no Catar, para a Copa Intercontinental. A temporada pode acabar no próximo dia 18 com os títulos da Libertadores, Brasileirão e Mundial.
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