Matheus Martins fez os últimos dois gols do Botafogo. Foto: Vitor Silva/Botafogo
A inquestionável goleada do Botafogo contra o Flamengo por 4 x 1, no estádio Nilton Santos, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, é resultado da imposição técnica, física, tática, coletiva, mas, principalmente, mental do time alvinegro. Três momentos da partida deixam claro: o elenco aprendeu a lidar com os próprios fantasmas. Amadureceu. Os remanescentes e os recém-contratados estão fortes psicologicamente. Ao contrário do segundo semestre do ano passado, o time não se prostra diante das dificuldades. O gol de empate marcado pelo carrasco Bruno Henrique, o gesto do chororô e o pênalti defendido pelo goleiro Rossi mantiveram a convicção inabalável no triunfo.
O Botafogo saiu na frente no placar com o gol do lateral-direito Mateo Ponte aproveitando a fragilidade do Flamengo na marcação de cobranças de faltas e de escanteios. A empolgação do gol no início da partida poderia ter virado pânico quando o velho carrasco Bruno Henrique empatou a partida com um golaço e provocou com gesto de “chororô”. A derrocada em 2023 começou justamente em uma virada do Flamengo liderada por Bruno Henrique dentro do Engenhão. Dali em diante, o então líder disparado desandou.
Em vez de cair na pilha do atacante rubro-negro, o Botafogo continuou jogando muita bola para mostrar quem riria por último no clássico. Igor Jesus fez 2 x 1 para o Botafogo. Luiz Henrique era um “cavalo” na ponta direita. Passava por cima de Ayrton Lucas. Sofreu pênalti do lateral. Thiago Almada bateu e o goleiro Rossi defendeu.
No ano passado, um erro grave como o de Almada deixaria o Botafogo destrambelhado e daria munição para o adversário reagir. Só que não. Em mais uma prova de que a mentalidade mudou — e o time está curado dos traumas do passado — é a manutenção das rédeas da partida. Matheus Martins entra. Faz o terceiro e o quarto gols. Não foi mais porque o goleiro Rossi falhou, sim, em alguns lances, mas operou milagres e evitou o pior.
O técnico Arthur Jorge desembarcou em General Severiano ciente do que o Botafogo havia feito no verão passado e prometeu colocar o Botafogo no divã. “Os fantasmas existiam, não tenho problema de falar sobre isso. Tenho que me resguardar nessa posição porque parece que eu tenho que me referir ao meu trabalho e ao que eu controlo desde a minha chegada. Mas, de fato, é uma situação que não é comum em nível mundial em termos de desempenho ao longo do campeonato”, observou o treinador.
Arthur Jorge constatou à época: “Isso é um fator que houve. Até uma altura, se podia controlar, mas depois que termina o campeonato não se pode controlar mais. É um passado que não se altera. Eu quis passar a mensagem de não olharmos para o passado, mas não desconhecer o que aconteceu e dar foco à história que podemos escrever”.
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