Bezerrão ameniza desgosto da CBF com falta de estrutura para a Seleção

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A falta de um Centro de Treinamento de ponta no Distrito Federal para a Seleção Brasileira desagradou a CBF. Depois de desfrutar do CT do Caju em Curitiba no período de ensaios para o duelo contra o Equador no Couto Pereira, em setembro; e do Palmeiras no início da semana para enfrentar o Chile, os responsáveis pela logística tiveram de improvisar o Estádio Bezerrão, no Gama, como “escritório” do técnico Dorival Júnior.

Para minimizar o transtorno e evitar mais desgastes, o Governo do Distrito Federal (GDF) desembolsou R$ 82 mil a toque de caixa com dispensa de licitação para deixar o gramado minimamente capaz de receber o elenco verde-amarelo. Como publicou o blog na última segunda-feira, foram necessários 10 dias de obra. No fim, a comissão técnica ficou satisfeita.

A preferência era por um CT na região central de Brasília, ou seja, o mais próximo possível do hotel a fim de evitar grandes deslocamentos. A distância de ida e volta ao Bezerrão é de 70km. A delegação percorreu 140km em dois dias. Enviados da CBF a Brasília visitaram acomodações de clubes do Distrito Federal e até o Centro de Capacitação Física do Corpo de Bombeiros em busca de uma estrutura mínima de trabalho e se decepcionaram com gramados ruins.

Em meio ao impasse, cogitou-se, inclusive, a possibilidade de realizar todas as três atividades antes do confronto com o Peru no Mané Garrincha, palco da partida desta terça-feira pelas Eliminatórias para a Copa de 2026. Havia sido assim, por exemplo, na estreia nas Eliminatórias. Em setembro do ano passado, Fernando Diniz comandou os treinamentos no gramado do Estádio Olímpico Mangueirão, em Belém, antes da goleada por 5 x 1 contra a Bolívia. O planejamento se repetiu em Cuiabá. As atividades foram na Arena Pantanal para o duelo com a Venezuela. No Rio, a CBF usou a Granja Comary antes de descer a serra para receber a Argentina, no Maracanã.

Em Brasília, houve um consenso de que o piso do Mane Garrincha ficaria comprometido para a partida contra o Peru válida pela abertura do segundo turno e sequer houve pedido à Arena BSB, concessionário responsável pela gestão do estádio. A solução foi escolher o Bezerrão. O GDF assumiu via Secretaria de Esporte o custo da obra executada pela empresa especializada Campanelli.

Houve frustração, e até uma certa irritação com o estado do gramado de estádios e CTs anfitriões de seleções na Copa do Mundo de 2013, na Copa do Mundo de 2014, nos Jogos Olímpicos do Rio-2016, no Mundial Sub-17 de 2019 e na Copa América em 2021. A sensação é de que o legado dos megaeventos se deteriorou e não há parâmetro nem padrão de qualidade.

Nem mesmo referências da cidade como o Centro de Capacitação Física do Corpo de Bombeiros (Cecaf) e o Centro de Treinamento do Brasiliense, usados por times da Série A quando jogam na capital pelo Brasileirão, foram aprovados no criterioso crivo da CBF.

Em 2013, o Japão usou o Bezerrão como centro de treinamento antes da estreia contra o Brasil na Copa das Confederações. Um ano depois, Portugal reservou a arena para treinar antes do duelo com Gama pela última rodada da fase de grupos da Copa de 2014.

Onde a Seleção treinou em casa nas Eliminatórias?

» Brasil 5 x 1 Bolívia
Belém: Estádio Mangueirão

» Brasil 1 x 1 Venezuela
Cuiabá: Arena Pantanal

»Brasil 0 x 1 Argentina
Rio de Janeiro: Granja Comery, em Teresópolis

» Brasil x Peru
Brasília: Bezerrão + Mané Garrincha

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Marcos Paulo Lima

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