Poupado, o titular Bruno Henrique saiu do banco para evitar a derrota. Foto: Adriano Fontes/Flamengo
Os técnicos de futebol adoram fazer discursinho politicamente correto de dentro para fora: “Não existe time titular”. “”Eu não poupo jogador”. “A prioridade é essa ou aquela competição”.
A verdade sobre as mentiras que os treinadores contam aparece em momentos como o desta semana decisiva na Série A do Campeonato Brasileiro e na Libertadores.
Abel Ferreira deixou Carlos Miguel, Khellven, Gustavo Gómez, Murilo, Piquerez, Bruno Fuchs, Andreas Pereira, Raphael Veiga, Allan, Flaco López e Vitor Roque em São Paulo na derrota por 3 x 2 para o Grêmio na Arena, em Porto Alegre. Não seriam estes os titulares?
Filipe Luís iniciou o empate por 1 x 1 com o Atlético-MG, na Arena MRV, em Belo Horizonte, sem Varela, Alex Sandro, Jorginho, Arrascaeta, Everton Cebolinha e Bruno Henrique entre os potenciais titulares para a final deste sábado da Libertadores, às 18h, em Lima, no Peru.
A “cavalaria” do Flamengo só foi acionada quando havia risco de derrota para o Galo e o Palmeiras empatava com o Grêmio na capital gaúcha. Bruno Henrique, Arrascaeta, Jorginho e Éverton Cebolinha entraram com o extintor na tentativa de amenizar o incêndio.
O gol de Bruno Henrique evitou a derrota e deixou o time rubro-negro a um gol do título antecipado.
Os técnicos também dizem em autodefesa que não poupam jogadores. A abertura da 36ª rodada prova o contrário. Jogadores são preservados, sim, e qual é o problema admitir?
A antepenúltima volta da corrida pelo título coloca em xeque o discurso das prioridades. O Flamengo anuncia desde a posse de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, a conquista do Campeonato Brasileiro como principal objeto do desejo no primeiro ano de mandato.
Se a prioridade é a Série A, por que não escalar força máxima contra o Atlético-MG e bater a meta com duas rodadas de antecipação? Obviamente, porque o Brasileirão não é a única prioridade. A Libertadores também consta na lista das preferências.
Um outro discurso não se confirma na prática: aquele de que os elencos do Flamengo e do Palmeiras são tão bons, mas tão bons que ambos ostentam mais de um time titular. As equipes reservas dos dois times não entregam a mesma regularidade dos titulares. Quando Abel Ferreira e Filipe Luís precisaram dos reservas de luxo, os respectivos times B compostos por suplentes ou formações mistas não entregaram.
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