Gnabry: da prata no Rio a candidato a protagonista do hexa do Bayern. Foto: Miguel A. Lopes/AFP
Há quem menospreze o torneio masculino de futebol nas Olimpíadas. Gente que dá de ombros para os jogadores convocados e não faz a mínima questão de conhecê-los, estudá-los, projetar o futuro das promessas. Parte-se do princípio de que todas as seleções e seus personagens são de quinta categoria. A final inédita da Uefa Champions League entre PSG e Bayern de Munique no próximo domingo mostra justamente o contrário.
A decisão no Estádio da Luz, em Lisboa, terá dois medalhistas de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 (Neymar e Marquinhos) e três de prata da Alemanha (Niklas Süle, Leon Goretzka e Serge Gnabry). Vamos tratar especificamente deste último personagem. Lembra dele? Vestia a camisa 17 daquela Alemanha derrota pelo Brasil nos pênaltis, no Maracanã, na decisão da medalha de ouro.
Há quatro anos, Serge Gnabry tinha 21 anos e era artilheiro das Olimpíadas ao lado do compatriota Nils Petersen. Cada um marcou cinco gols. Nesta quarta-feira, aos 25, foi o protagonista da classificação do Bayern de Munique para a final da Champions League. Fez dois dos três gols do time alemão na vitória por 4 x 0 sobre o Lyon, no Estádio José Alvalade, em Lisboa. O primeiro lembrando aquelas arrancadas do holandês Robben da ponta direita para dentro com finalização impecável. Robert Lewandowski completou o triunfo.
Quatro anos depois da final olímpica, Gnabry, que na época das Olimpíadas era vinculado ao Arsenal, cheira gol com a camisa do Bayern Munique. Tem nove nesta Liga dos Campeões. Em 2015, Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar foram goleadores com 10. Embora Gnabry tenha iniciado a carreira no time londrino, passou por todas as seleções de base da Alemanha. Da sub-16 até sub-23. Faturou a Euro Sub-21 em 2017.
Antes desta temporada, Gnabry tinha 10 jogos na Champions League em duas temporadas pelo Arsenal e outras duas no Bayern. Jamais havia marcado gol. O meia, ou winger, como preferem os europeus, é o terceiro colocado na artilharia desta edição, atrás apenas do fominha Lewandowski (15) e do promissor Haaland do Borussia Dortmund (10). Brilhante.
A mãe de Gnabry é alemã. O pai, marfinense. Embora tenha se desenvolvido no Arsenal, o jogador passou pelas divisões de base do Stuttgarter Kickers, time do Stuttgart, cidade em que nasceu, e pelo Stuttgart. Em 2011, foi comprado pelo Arsenal por 100 mil euros. Aos 17 anos, tornou-se o jogador mais jovem do Arsenal a disputar uma partida da Premier League.
A artilharia nos Jogos do Rio-2016 rendeu a transferência do Arsenal para o Werder Bremen. O clube alemão desembolsou 5 milhões de euros. Invejoso, o Bayern Munique pagou 8 milhões de euros na temporada seguinte, e o emprestou ao Hoffenheim. Com o fim das eras Franck Ribéry e Arjen Robben no Bayern, Serge Gnabry ganhou espaço. Tem contrato até 30 de junho de 2023, está avaliado em 72 milhões de euros (R$ 473,7 milhões) e certamente deseja revanche contra Neymar e Marquinhos no domingo.
PSG e Bayern, que só se enfrentaram em fases de grupo na história da Champions League, finalmente duelarão em no mata-mata. Agora, numa espécie de acerto de contas da final olímpica para Gnabry, Sülle e Goretzka no reencontro com Neymar Marquinhos.
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