Uruguai deu um chega pra lá no Brasil de Paulinho. Foto: Lucas Figueiredo/CBF
A Argentina é a terceira campeã olímpica confirmada no torneio masculino de futebol dos Jogos de Tóquio-2020. O triunfo por 2 x 1 sobre a anfitriã Colômbia — o sexto em seis jogos no torneio sul-americano — deu também aos medalhistas de ouro em Atenas-2004 e Pequim-2008 o título antecipado da competição. França (Los Angeles-1984) e Alemanha (Montreal-1976) — como Alemanha Oriental — são as outras esquadras douradas que irão ao Japão.
Em declínio depois de passar pela fase de grupos com 100% de aproveitamento, o atual campeão Brasil pode ficar fora do torneio. O segundo empate consecutivo no quadrangular final fará o time comandado por André Jardine viver um drama semelhante ao da geração de Diego e Robinho nas “eliminatórias” para Atenas-2004. A molecada irreverente liderada por Ricardo Gomes precisava empatar com o Paraguai para ir à Grécia. Perdeu e deu vexame.
Na última rodada, o Brasil é obrigado a vencer a campeã Argentina para confirmar presença em Tóquio sem depender do resultado do duelo entre Colômbia e Uruguai. Serve até empate contra o maior rival, desde que não haja vencedor na partida preliminar.
- Tóquio-2020 – Classificados futebol masculino
- Anfitrião: Japão
- América do Sul: Argentina + 1
- Europa: França, Alemanha, Romênia, Espanha
- África: Egito, Costa do Marfim, África do Sul
- Ásia: Austrália, Arábia Saudita, Coreia do Sul
- Oceania: Nova Zelândia
- América Central e Norte: 2 vagas
O sofrimento no Pré-Olímpico é reflexo de uma preparação que sonhou com “elefantes”, e esqueceu de montar uma Seleção de “formiguinhas” operárias minimamente entrosadas. A CBF não conseguiu as liberações de Vinicius Junior, Rodrygo e Gabriel Martinelli. Perdeu Douglas Luiz e Walce. O time aparentava evolução na fase de grupos, porém, regrediu no quadrangular final e baterá de frente a forte Argentina. O arquirrival já é campeão, carimbou o passaporte para Tóquio e entrará em campo livre, leve e solto para eliminar o Brasil com requintes de crueldade. Cabe ao Brasil evitar mais um vexame em torneios de base.
É bom lembrar que o Brasil não se classificou para o Mundial Sub-20 no ano passado. Não participou do torneio pela segunda edição consecutiva. Fracassou também no Sul-Americano Sub-17. Só disputou o torneio (e conquistou o tetra) graças ao Peru, que não cumpriu o caderno de encargos da Fifa e perdeu o direito de receber o tradicional torneio. Portanto, não se assuste se o fracasso da vez acontecer com a Seleção Sub-23.
Um personagem do mico de 2004 pode ver o filme se repetir em 2020. O tetracampeão Branco era o coordenador das categorias de base da CBF naquele Pré-Olímpico em que Diego e Robinho chamaram mais atenção fora do que dentro das quatro linhas. Dezesseis anos depois, Branco ocupa novamente a função lá na Colômbia. Que ele e o Canarinho fiquem pistolas nos próximos dias e exijam a vitória sobre a Argentina no domingo, às 22h30. Do contrário, o Brasil repetirá o mico do país vizinho. No século, a Argentina é a única seleção que não se classificou para defender o título. Bicampeã em 2005 e em 2008, não obteve vaga para Londres-2012.
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