Aprovada na Câmara Legislativa, Loteria do Distrito Federal prevê repasse de 5% ao futebol local

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou nesta terça-feira o Projeto de Lei 2.312/2021, que estabelece a exploração de jogos lotéricos no Distrito Federal. A Loteria Distrital, como deve ser como beneficiários os clubes de futebol profissional da cidade e times de ligas amadoras da capital do país.

Duas emendas do deputado Eduardo Pedrosa (DEM) passaram. Uma delas prevê a participação de clubes profissionais do Distrito Federal no rateio de 5% da loteria local. Parte do montante será destinado ao investimento no combalido futebol da cidade. A outra sugere a promoção de eventos culturais e esportivos para pessoas com deficiência.

Aprovada hoje, a Loteria Distrital deve ser sancionada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em até até 30 dias. A tendência é que as apostas entrem em vigor em no máximo três meses. É possível que os concursos iniciem, no mais tardar, em outubro, sob a tutela do Banco de Brasília (BRB).

O que diz o texto:

Fica destinado 5% (cinco por cento) dos recursos arrecadados em cada sorteio, com a exploração de jogos lotéricos de que trata a presente lei, para as entidades de prática desportiva da modalidade futebol sediadas no Distrito Federal que cederem os direitos de uso de suas denominações, suas marcas, seus emblemas, seus hinos ou seus símbolos para divulgação e execução do Serviço Púbico de Loteria do Distrito Federal.

“É uma ajuda para salvar os clubes da cidade e pode funcionar como mais uma fonte de receita fixa”, festejou Eduardo Pedrosa depois da aprovação. “É 5% para o futebol, em geral, e depois haverá uma orientação para profissional e amador, e a outra emenda destina 2% para atividades, eventos culturais e esportivos a atividades com pessoas com deficiência”, completou o distrital.

Neste ano, os clubes receberam aporte do Banco de Brasília no Candangão. A instituição financeira estatal comprou os Naming Rights do torneio doméstico e investiu R$ 2,5 milhões. O bicampeão Brasiliense; o vice, Ceilândia; o terceiro, Capital; e o quarto, Gama, dividiram R$ 1 milhão pela participação no quadrangular semifinal e decisão do título.

Nenhum time esteve no plenário durante a votação.

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Marcos Paulo Lima

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