Aprendiz de Tite contra o Paraguai, Washington “Coração Valente” conta o que aprendeu na Seleção

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Washington Stecanela Cerqueira foi jogador de Adenor Leonardo Bachi, o Tite, no Caxias, no início da carreira de centroavante. Na última rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, em março, o brasiliense assumiu outro papel na adaptação a uma nova profissão. Na reta final dos preparativos para tornar-se técnico de futebol, o Coração Valente foi estagiário do comandante da Seleção Brasileira na vitória por 3 x 0 sobre o Paraguai, na Arena Corinthians, em São Paulo, como havia contado na entrevista ao blog no último dia 6 de março. Aos 42 anos, o recordista de gols em uma só edição do Campeonato Brasileiro (2004) conta o que aprendeu no intercâmbio com o mestre.

“Foi muito bom. Conversei algumas com ele. Tive mais contato com o Cleber Xavier (auxiliar), porque o Tite estava muito focado no jogo. Ele me chamou para ir à CBF que seria melhor para conversarmos sobre treinos e sistemas táticos”, conta Washington ao blog.

O estagiário aponta o que chamou atenção na proximidade com o trabalho de Tite. “O conhecimento tático e técnico e a facilidade que ele tem de manter os atletas motivados, mantendo a união do grupo”, elogia o maior artilheiro de uma edição do Campeonato Brasileiro, em 2004, com 34 gols.

Washington acompanhou de perto os bastidores da Seleção antes da partida contra o Paraguai e o triunfo por 3 x 0 na Arena Corinthians. “Fiquei impressionado com a formação dos meias na marcação e com as saídas rápidas com Paulinho, com os dois extremos, Coutinho e Neymar, sem deixar aberto atrás, protegidos pelo Renato Augusto e o Casemiro. E a compactação do time sempre com 30, 40 metros”, observa o ex-jogador.

O Coração Valente não teve acesso ao conteúdo da preleção de Tite, mas ficou impressionado com o relacionamento do treinador com o elenco. “Ele valoriza muito os reservas. O que ele faz com os titulares também faz com os reservas. Isso deixa todos bem motivados”. Questionado se havia visto isso em algum outro treinador com quem trabalhou, Washington foi sincero. “Pouco. Treinador brasileiro não tem esse costume com os reservas”.

O brasiliense também ficou encantado com a capacidade da comissão técnica. “Conhecem muito. O Cleber Xavier, o Matheus, filho do Tite, o Sylvinho… Eles são superpreparados”.

“Ele (Tite) valoriza muito os reservas. O que ele faz com os titulares também faz com os reservas. Isso deixa todos bem motivados. Treinador brasileiro não tem esse costume com os reservas”

Em um raro momento de recaída, Washington lembrou dos tempos de jogador e brincou que cairia bem com a camisa 9 da Seleção de Tite. “Encaixaria perfeitamente”, riu.

Sobre a possibilidade de o Brasil conquistar o hexa na Copa do Mundo da Rússia, Washington foi ponderado na análise. “Do jeito que as coisas estão acontecendo e com esse trabalho, com certeza aumenta a esperança. E com o crescimento e o amadurecimento desses atletas também”, avaliou Washington.

Na reta final para entrar no mercado, o campeão brasileiro em 2010 pelo Fluminense também fez estágio com Paulo Autuori no Atlético-PR, conversou com Levir Culpi e fará mais um estágio em breve no tricolor carioca com o técnico Abel Braga.

Marcos Paulo Lima

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