Após violência no Mané Garrincha, empresários escapam de cláusula contratual “draconiana” imposta pelo Flamengo na venda de mandos

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O julgamento de Flamengo e Palmeiras no caso do confronto de torcidas do último domingo no Mané Garrincha, está marcado para segunda-feira na sede do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio. Ao menos um grupo grupo que escapou da batalha jurídica já respira aliviado. O blog conversou com promotores de jogos pelo país, empresários que compram mandos de campo e levam partidas para estádios deficitários da Copa de 2014, como Mané Garrincha, Arena da Amazônia, Arena das Dunas e Arena Pantanal. A maioria confirmou que, se tivessem comprado o mando de campo do duelo do domingo passado, correriam o risco de pagar ao Flamengo uma multa altíssima.

Quando terceiriza seus jogos a empresários, o Flamengo coloca no contrato uma cláusula de indenização de até cinco vezes o valor do contrato caso haja briga entre torcedores, danos físicos ao estádios, interdição, perda de mando de campo e outros castigos previstos no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Exemplo: se um promotor pagou ao clube uma cota de R$ 1 milhão, a multa em caso de dano à imagem do Flamengo pode chegar a R$ 5 milhões. Como no último domingo o clube rubro-negro não vendeu a partida a ninguém e era o responsável direto pela operação do duelo no Mané Garrincha, os empresários escaparam de um baita prejuízo financeiro.

Um empresário que tentou comprar o mando de campo da partida entre Flamengo e Palmeiras admitiu que a cláusula é comum nos contratos com o Flamengo e até a chamou de draconiana.

Marcos Paulo Lima

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