Após “Caso Caboclo”, contratos da CBF passam a ter cláusulas contra assédio e discriminação

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A destituição do presidente Rogério Caboclo da Confederação Brasileira de Futebol, em fevereiro, após acusações de assédio sexual e moral, acaba de provocar uma revolução nos contratos da CBF. A entidade informou na tarde deste sábado que os acordos passam a contar com cláusulas de garantia ao respeito à diversidade e repúdio a todas as formas de preconceito, seja por raça, cor, religião, origem, gênero, condição física, mental, escolha política ou qualquer outra forma de diferenciação.

Uma das novidades destacadas pela entidade é a inclusão nos contratos de um dispositivo de combate ao assédio moral e sexual. O texto, inclusive, se refere ao escândalo envolvendo Rogério Caboclo. “O último presidente da entidade perdeu o cargo após ser denunciado por funcionários e ex-colaboradores da entidade por assédio sexual e moral”.

Eleito sucessor de Rogério Caboclo em março, o atual presidente Ednaldo Rodrigues é o mentor da revisão no texto dos contratos da entidade máxima do futebol brasileiro. O argumento do dirigente é dar transparência, promover a inclusão e modernizar a gestão.

“Todas as empresas que ferirem estas cláusulas estarão cometendo falta grave, que poderá levar à rescisão do contrato”, destaca o texto da CBF.

O presidente da CBF havia indicado a mudança na última segunda-feira durante uma visita a executivos da Nike, em Los Angeles, nos Estados Unidos. “Estou satisfeito por conhecer toda a estratégia global da Nike com a Seleção e apresentar os nossos pilares da nova administração. Nosso compromisso é com a transparência, a inclusão e a diversidade. “Mostramos também o nosso engajamento com o crescimento do futebol feminino e de fomentar toda a cadeia esportiva nos próximos anos”, comentou o dirigente.

O próximo passo do presidente é a inclusão de uma cláusula anticorrupção nos contratos. O blog publicou nesta semana que a Comissão de Esporte da Câmara dos Deputados convidou Ednaldo Rodrigues para prestar esclarecimentos sobre denúncias. Os parlamentares desejam que o dirigente explique suspeitas de compra de votos e favorecimento a familiares em contratações e indicações da entidade a cargos de representatividade. O requerimento é do deputado Felício Laterça (PP-RJ). Por se tratar de um convite público, Ednaldo escolherá quando poderá comparecer.

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Marcos Paulo Lima

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