Carlo Ancelotti é sonho do presente. Xavi Hernández foi sondado no passado. Foto: Twitter/FC Barcelona
A decisão da Supercopa da Espanha entre Real Madrid e Barcelona neste domingo, às 16h (de Brasília), em Riade, na Arábia Saudita, opõe dois personagens cobiçados pela CBF em momentos distintos para a comissão técnica da Seleção: Carlo Ancelotti e Xavi Hernández.
O técnico do Real Madrid é um dos sonhos de consumo do presidente Ednaldo Rodrigues na procura por um sucessor para Tite. Ancelotti é uma espécie de guru do Adenor. A amizade entre eles é inclusive citada no livro escrito pela colega jornalista Camila Mattoso sobre Tite e reconhecida várias vezes pelo ex-comandante nas entrevistas.
Carlo Ancelotti jamais liderou uma seleção, mas não descartou a possibilidade em uma das raras declarações sobre as especulações. “Não sei o que vai acontecer no futuro, vivo dia a dia. Estou mais velho e me sinto bem no Real Madrid, ainda temos muitos objetivos para alcançar. Haverá tempo para pensar no meu futuro. Se não me demitirem, não saio”, disse.
O contrato de Ancelotti com o Real expira em 30 de junho de 2024. “Sinto-me muito bem no Real Madrid, de verdade. O trabalho do treinador é assim, nunca se sabe quando se vai parar. Mas se for por mim, nunca deixaria o Madrid. Pode ser que no fim da minha carreira pense em uma seleção, mas gosto de me relacionar com jogadores todos os dias”, afirmou.
Tite confirmou o fim do ciclo na Seleção depois da eliminação contra a Croácia. Lá se vão 37 dias de indefinição. O presidente Ednaldo Rodrigues não descarta a contratação de um treinador estrangeiro. Enquanto não bate o martelo, Ancelotti continua no radar da CBF.
Xavi Hernández também esteve cotado para trabalhar na comissão técnica. Afastado do cargo após denúncias de assédio moral e sexual, o ex-presidente Rogério Caboclo tentou contratar o catalão para trabalhar com Tite na comissão técnica. Ele seria um dos auxiliares ao lado de Cléber Xavier, César Sampaio e Matheus Bachi. “Sobre Xavi, é verdade. Muricy Ramalho também”, confirmou Tite, em 2021, sobre movimentações da CBF.
O ex-meia do Barcelona confirmou o convite feito pela entidade. “É verdade que me ofereceram. Primeiro, eu seria auxiliar de Tite, e depois da Copa do Mundo assumiria a Seleção. Mas a minha ideia era vir ao Barcelona”
O catalão deu mais detalhes da oferta. “Foram ao Catar e me convidaram para fazer parte da comissão de Tite, mas eu queria ser treinador, não auxiliar. Seria uma oportunidade incrível. Eu faria história sendo o primeiro europeu a trabalhar na Seleção. Mas eu queria ser o treinador do Barcelona, que era meu sonho, e aqui estou”, reforçou. Xavi pendurou as chuteiras no Catar. Logo em seguida, iniciou a carreira de treinador no Al-Sadd e na sequência topou o desafio de assumir o Barcelona na temporada 2021/2022.
Sonhos de consumo da CBF à parte, Carlo Ancelotti e Xavi Hernández seguem a vida em seus respectivos clubes na história de mais um superclássico. O veterano técnico italiano conta com os brasileiros Éder Militão, Rodrygo e Vinicius Junior na decisão em Riade, na Arábia Saudita. Do outro lado, o ponta Raphinha é uma dos trunfos do Barcelona.
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