O Peixe está de volta à elite depois de 52 jogos no Paulistão e na Série B em 2024. Foto: Paulo Baretta/Santos FC
O Santos está de volta à primeira divisão do Campeonato Brasileiro como deve ser: no campo, sem virada de mesa, abertura de champanhe ou salto maior do que as pernas de uma série para a outra aproveitando-se do caos instalado no futebol nacional de tempos que não voltam mais.
Doeu, causou comoção, mas não pesou o fato de ser o time do Rei Pelé. Aparentemente, o jeitinho brasileiro de beneficiar um rebaixado com a permanência na elite acabou e os castigos causados por más campanhas na Série A são cumpridos na Série B. Esse é disparado o maior avanço do principal esporte do país neste século.
O triunfo por 2 x 0 contra o Coritiba é a vitória da resistência diante da pressão insana. Tentaram, mais de uma vez, derrubar o competente Fábio Carille. O técnico suportou bravamente depois de levar o Santos ao honroso vice no Campeonato Paulista contra o Palmeiras. Tem a conquista do título inédito na Série B do Brasileirão encaminhado.
Não será vergonhoso receber o troféu. O Peixe tinha apenas duas chances de título neste ano e está diante da oportunidade de ganhar um. Perdeu o outro para o timaço de Abel Ferreira. Portanto, é questão de tempo para se juntar a Corinthians, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio, Botafogo e Vasco na lista dos gigantes campeões da A e da B.
O Santos subiu porque tem um presidente experiente. Marcelo Teixeira voltou com uma bomba-relógio na mão e desativou o explosivo mais de uma vez nesta temporada. Paralelamente, traça um futuro promissor com ou sem a repatriação do ídolo Neymar. A trajetória do cartola no Santos é marcada pela montagem de times fortes nem sempre dentro da realidade financeira do Alvinegro Praiano. A gestão do futebol mudou e ele sabe.
O purgatório do Santos serve de lição para quem insiste em modelos administrativos velhos esperando resultados diferentes. O Santos acumula 52 jogos nesta temporada: 16 no Paulistão e 36 na Série B. O clube não participou da Copa do Brasil, Sul-Americano ou Libertadores e perdeu receitas longe da Série A em 2024. Sobrevive graças justamente ao bolso de Marcelo Teixeira no pagamento de dívidas para amortizar vácuos financeiros.
O dirigente cobriu o prejuízo de uma temporada, mas dificilmente conseguirá novamente na próxima. Abre-se uma discussão sobre uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O time de Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, à venda.
Ironicamente, hoje, é mais fácil o ídolo alvinegro Neymar comprar o Santos do que o inverso. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos depois da conclusão da Série B do Campeonato Brasileiro.
Twitter: @marcospaulolima
Instagram: @marcospaulolimadf
TikTok: @marcospaulolimadf
Gustavo Marques conseguiu piorar uma das semanas mais vergonhosas do futebol nesse sábado na eliminação…
A tolerância zero com técnicos de futebol chegou ao futebol feminino. Atual pentacampeão da…
As entrevistas coletivas de Filipe Luís são ótimas. Dificilmente deixam perguntas sem respostas. No entanto,…
Luiz Carlos Souza tinha um tabu pessoal. O técnico do Gama jamais havia passado da…
O Botafogo acumula seis derrotas consecutivas na temporada. Perdeu duas vezes para o Fluminense e…
Philippe Coutinho é mais um ídolo a dar um basta na relação tóxica com torcedores…