O Athletico-PR acumula oito vitórias consecutivas sob a batuta de Cuca. Foto: José Tramontin/Athletico
O líder Athletico-PR e o atual bicampeão Palmeiras se diferenciaram dos concorrentes no encerramento da primeira rodada do Campeonato Brasileiro no quesito trabalho: um de longa duração liderado pelo português Abel Ferreira e outro de curto período comandado pelo brasileiro Alexi Stival, o Cuca. Ambos souberam manusear muito bem os elencos.
Abel Ferreira é dono da prancheta do Palmeiras há três anos, cinco meses e 11 dias. Tem o plantel alviverde na mão. Escolheu usar uma formação alternativa no Estádio Barradão, em Salvador. Não arrancou suspiros da torcida alviverde, porém cumpriu o plano. Saiu da capital baiana com três pontos na largada pelo tricampeonato consecutivo.
O tempo de trabalho dá ao Palmeiras o luxo de estrear tranquilamente no Brasileirão sem a necessidade de usar a formação de gala. O treinador não escalou o zagueiro Gustavo Gómez, o lateral-esquerdo Piquerez, os volantes Zé Rafael e Aníbal Moreno. Mesmo assim, mandou a campo um time competitivo capaz de driblas dificuldades como o gramado do Barradão. Richard Ríos marcou no começo e o Palmeiras manteve o controle da partida.
Cuca tem apenas 1 mês e 11 dias no Athletico-PR. Tempo suficiente para acumular oito vitórias consecutivas. São 27 gols marcados e apenas dois sofridos desde a posse. Derrotou Londrina, Operário duas vezes, Maringá duas vezes, Ameliano, Rayo Zuliano e Cuiabá. Os inícios dos trabalhos do treinador costumam ser difíceis. Demoram a engrenar. Vai de vento em popa no Furacão. O duelo contra o Grêmio, na Arena, será um bom teste.
Abel Ferreira levou o Palmeiras ao bi nas edições de 2020 e 2021. Busca o terceiro troféu consecutivo para igualar o feito de Muricy Ramalho. O colega empilhou três conquistas em 2006, 2007 e 2008. Cuca ganhou o Brasileiro duas vezes nos últimos sete anos. Uma com o Palmeiras, em 2018, e outra no Atlético-MG, quando levou o Galo ao Triplete: Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. De quebra, foi semifinalista da Libertadores.
A gestão do elenco será um trunfo na maratona pelo título. Abel Ferreira tem o controle do vestiário alviverde. O trabalho de Cuca tem um diferencial: a maleabilidade tática. São cinco sistemas diferentes. Usou 4-2-3-1, 4-3-3, 3-4-3, 4-4-2 e 4-3-1-2. Não é fácil enfrentar times camaleões como o Athletico-PR.
Chamo a atenção para as diferentes funções cumpridas pelo volante Fernandinho. Nenhuma novidade para quem foi comandado por Pep Guardiola no Manchester City. Qualquer torneio exige repertório. O Brasileirão não é diferente. É inadmissível ser refém da mesmice. Abel Ferreira e Cuca não são. Por isso, ambos se diferenciaram na primeira rodada.
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