Jean Lucas comemora o gol da classificação do Bahia para a fase de grupos. Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia
A classificação do Bahia para a fase de grupos da Libertadores depois de 37 anos consolida o resgate do autor do gol do triunfo por 1 x 0 contra o Boston River na noite desta quinta-feira, na Arena Fonte Nova, em Salvador, no duelo de volta da terceira fase preliminar da Copa Libertadores da América. Há seis anos, Jorge Sampaoli começava a transformar a carreira do volante Jean Lucas na primeira passagem pelo time alvinegro do jogador revelado no Flamengo.
O volante não teve a oportunidade de trabalhar com Jorge Jesus no Flamengo ano da graça de 2019. O clube o emprestou ao Santos. Jorge Sampaoli adorou. O técnico Jorge Sampaoli começou a moldá-lo no Peixe e o então diretor esportivo do Lyon, Juninho Pernambucano, procurou o time carioca para comprá-lo e colocá-lo à disposição do técnico Sylvinho.
Jean Lucas fez três gols na primeira temporada pelo Lyon em 2019/2020 sob o comandos de Sylvinho e depois de Rudi Garcia. O sucesso não se repetiu na época seguinte e o jogador perdeu espaço. Emprestado ao Brest, chamou a atenção do Monaco e foi prejudicado pelo entra e sai de técnicos na primeira temporada: Niko Kovac, Stephane Nado e Philippe Clement dificultaram.
Atento, o Santos repatriou Jean Lucas em 2023 a pedido de Odair Hellmann. O treinador o conhecia das divisões de base da Seleção Brasileira. Novamente, a dança das cadeiras prejudicou a montagem de um time forte. Claudiomiro, Paulo Turra, Diego Aguirre e Marcelo Fernandes se revezaram no cargo. O bom desempenho na volta ao país atraiu o interesse do Bahia.
Empoderado pela parceria com o City Group dos Emirados Árabes Unidos, o técnico Rogério Ceni pediu a contratação de Jean Lucas e comprova o acerto da compra nesse início de temporada. Apesar da irregularidade na Europa, ele aprendeu a ser versátil lá. Tem talento para atuar como volante, meia. Embora seja destro, ele deixa o Bahia forte atuando pela esquerda e entende muito bem as movimentações táticas do tabuleiro de Rogério Ceni.
Um dos atributos de Jean Lucas é não ter medo de deixar a posição de volante para entrar na área e fortalecer o poder ofensivo do Bahia. No momento do gol, o Bahia contava com dois centroavantes dentro da área do Boston River: Luciano Rodriguez e Willian José.
Enquanto a defesa se preocupava com a marcação deles, Jean Lucas subia para cabecear o cruzamento do lateral-esquerdo Léo Juba, aos 14 minutos do segundo tempo. O herói improvável deu lugar a Erick e saiu ovacionado da Arena Fonte Nova em uma noite de redenção para Jean Lucas.
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