A máfia do Apito: árbitro chora ao falar de Fluminense 1 x 1 Brasiliense

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Há 20 anos, o Distrito Federal tinha um representante na Série A do Campeonato Brasileiro. O Brasiliense estreava na primeira divisão depois de uma ascensão veloz. Fundado em 2000, ganhou a Série C em 2002, a B em 2004 e debutou na elite na temporada seguinte.

Em 10 de setembro de 2005, o Fluminense, de Abel Braga, derrotou o Brasiliense liderado por Joel Santana por 3 x 0, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, e dormiu na liderança do Campeonato Brasileiro por causa da derrota do Santos para o Flamengo.

Quando a máfia do apito foi denunciada pela revista Veja em matéria assinada pelo jornalista André Rizek na capa da edição de 23 de setembro de 2025, o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) à época, Luiz Zveiter, decide pela anulação de 11 jogos mediados pelo juiz Edilson Pereira de Carvalho.

O árbitro virou o símbolo da contaminação naquele Brasileiro, com direito a foto estampada na capa do semanário naquele fim de semana. Uma das partidas suspeitas era a vitória do Fluminense por 3 x 0 contra o Brasiliense. Aparentemente, não havia sinal de manipulação, porém Zveiter foi taxativo: era preciso refazer todos os jogos de Edilson Pereira de Carvalho.

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Fluminense e Brasiliense voltaram a campo em 24 de outubro de 2005, novamente no estádio Raulino de Oliveira. O time candango tinha outro técnico. Marcio Bittencourt havia assumido a prancheta. O jogo terminou empatado por 1 x 1 e alimentou a possibilidade de o Brasiliense evitar o rebaixamento para a Série B. No fim das contas, o time candango caiu.

A partida refeita é citada pelo ex-árbitro Paulo César Oliveira no documentário A Máfia do Apito, dirigido por Bruno Maia, cuja estreia foi exibida na sexta-feira, no sábado e no domingo no SporTV. A série também está disponível por streaming no Globoplay.

PC Oliveira foi o escolhido à época para apitar o novo duelo. Ele se emociona na gravação ao recordar o trabalho sob pressão naquele dia:

“Eu apitei Fluminense e Brasiliense, um dos jogos que foi repetido. Quando terminou, eu lembro do sentimento de alívio. De chegar no vestiário assim (pausa), bem emocionado, mesmo (choro). Eu não estava apitando ali não só por mim. Estava pela nossa classe, que ficou muito manchada nesse período”, desabafa.

Vinte anos depois, ele é comentarista de arbitragem do Grupo Globo e não se esquece do eco da torcida nos estádios naquela época. “O coro era de ‘Edilson, Edilson’. Edilson passou a ser sinônimo de ladrão. A gente entrava em campo para fazer a vistoria e era só aquele coro”.

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: Brasileirão Brasiliense Edilson Pereira de Carvalho Fluminense Máfia do Apito Série A Máfia do Apito

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