Os fracassos em série de times brasileiros no Mundial de Clubes da Fifa são um contraste capaz de pirar a cabeça e o coração do presidente da Confederação Brasileira de Futebol. A Seleção está sem técnico há dois meses. A CBF deseja contratar um treinador estrangeiro. Dá preferência a um português. No entanto, a convicção sofreu mais um contraditório abalo. Nem mesmo os professores lusitanos foram capazes de repetir o que fez Tite ao levar o Corinthians à última conquista de um clube sul-americano na competição. Em 2012, venceu o Chelsea por 1 x 0, em Yokohama, no Japão.
O Flamengo não conseguiu sob os comandos de Jorge Jesus (2019) nem de Vítor Pereira (2022). O Palmeiras não deu conta em 2020 e em 2021 às ordens do xodó Abel Ferreira. Curiosamente, as piores campanhas foram protagonizadas por lusitanos. Abel terminou em quarto lugar com a prancheta alviverde. Independentemente da decisão do terceiro lugar, Vítor Pereira fracassa diante do Al-Hilal da Arábia Saudita tendo nas mãos o elenco mais forte enviado pelo Brasil ao Mundial de Clubes na chamada Era Fifa.
Se a cabeça de Ednaldo Rodrigues está um trevo, certamente ficará mais ainda se levar em conta os fracassos em série dos times brasileiros no Mundial sob a batuta de técnicos importados. Aparentemente, são bons no limite geográfico da América do Sul, porém estão aquém do altíssimo nível do futebol europeu — e agora também de técnicos empregados em times de mercados periféricos como Arábia Saudita, República Democrática do Congo, Marrocos, Egito e México. Representantes brasileiros no Mundial sofreram derrotas para times desses países.
É curioso olhar para o leque de opções da CBF e notar que os dois profissionais portugueses brilharam em torneios de consumo interno do Brasil e da América do Sul, mas se mostraram impotentes em um torneio meia boca cheio de facilidades como é o Mundial de Clubes. O time campeão da Libertadores entra nas semifinais e mesmo assim s nata do continente empilha seis vexames nessa fase da competição com Inter, Atlético-MG, Atlético Nacional, River Plate, Palmeiras e Flamengo.
Nomes como Jorge Jesus, Abel Ferreira e Vítor Pereira estão acima da mediocridade nacional, mas sofrem quando duelam com algum colega sul-americano minimamente capaz. Jesus penou na final da Libertadores de 2019 contra o River Plate de Marcelo Gallardo. Abel Ferreira tomou baile de Gallardo no Allianz Parque na edição de 2020 e segurou a vantagem no limite dentro de casa depois de superar o River fora de casa.
Os dramas da CBF para achar um técnico capaz de assumir a Seleção e encerrar o jejum de 24 anos e dos melhores times do país em busca da obsessão pelo fim da fila de 10 anos no Mundial de Clubes ensinam que o sucesso vai muito além da cor do passaporte. Contratar também exige competência. Jesus, Abel, Vítor Pereira e outros mais são bons, sim, mas por que eles não figuram na primeira prateleira do futebol europeu?
A expectativa é muito acima da realidade que podem entregar quando se deparam com alguém dos seus tamanhos. Raposa velha, Ramon Díaz, que levou o River ao título da Libertadores na longínqua versão de 1996, engoliu o moderninho Vítor Pereira — que havia perdido a final da Copa do Brasil para o brasileiro Dorival Júnior. Durma com um barulho desse!
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