Mais velho da Série A, Luxemburgo tirou o Sport da zona para o G-6. Foto: Williams Aguiar/Sport
Aos poucos, a jovem guarda vai dando lugar à velha guarda no Campeonato Brasileiro. Desprezados no início da Série A, os treinadores veteranos voltaram a ser solução. Vanderlei Luxemburgo, Levir Culpi e Marcelo Oliveira começaram a Série A desempregados. Aos poucos, os profissionais sessentões foram tirando a carteira de trabalho da gaveta e passando no RH para assinar um novo contrato e retomar a carreira. Resultado: a média de idade dos técnicos da primeira divisão, que começou com 49,5 anos em maio, aumentou para 52,2.
Vanderlei Luxemburgo ficou praticamente um ano no mercado depois de deixar a China. Chegou a anunciar aposentadoria, mas desistiu da ideia ao receber o convite para assumir o Sport. Herdou o time de Ney Franco em 18º lugar e alçou o time ao G-6. Aos 65 anos, o professor é o treinador mais velho (65 anos) e vitorioso do Brasileirão (cinco títulos).
O Santos trocou Dorival Júnior, 55, por Levir Culpi, 64. Quando assumiu o cargo, o Peixe ocupava o 15º lugar. Subiu na classificação depois da mudança e ocupa o terceiro lugar (27 pontos), atrás apenas do Grêmio (31) e do Corinthians (37).
Depois da saída de Paulo César Carpegiani, o Coritiba apostou em Pachequinho, 46. Nem a conquista do Campeonato Paranaense foi capaz de mantê-lo no cargo. A solução foi recorrer a um velho conhecido da torcida. Marcelo Oliveira, 62, assumiu o comando com dois títulos brasileiros no currículo pelo Cruzeiro e uma Copa do Brasil à frente do Palmeiras.
Na contramão de Sport, Santos e Coritiba, há quem mantenha a aposta na novidade. O Atlético-MG acaba de trocar Roger Machado por Rogério Micale, campeão olímpicos nos Jogos do Rio-2016 à frente da Seleção Brasileira. O Atlético-PR mandou Eduardo Baptista embora e surpreendeu ao contratar Fabiano Soares.
As trocas de técnico na Série A
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