Carlo Ancelotti e James Rodríguez no Real Madrid. Foto: Gerard Julien/AFP
James Rodriguez é o segundo colombiano na história do Bayern de Munique. Emprestado pelo Real Madrid ao clube alemão, que tem preferência na compra, o jogador tentará repetir o sucesso do compatriota Adolfo Valencia. Na temporada de 1993/1994, o atacante foi um dos artilheiros do time bávaro na campanha do título na Bundesliga. Sob o comando do técnico Erich Ribbeck, e depois de Franz Beckenbauer, marcou 11 gols em 25 partidas num elenco que tinha estrelas como Lothar Matthaus, o brasileiro Jorginho, o holandês Jan Wouters… Valencia não se intimidou. Formava dupla de ataque com Bruno Labbadia e era abastecido por Mehmet Scholl, outro goleador do Bayern naquela temporada também com 11 bolas na rede.
A contratação de James Rodríguez tem a cara de Carlo Ancelotti. O técnico italiano adora meias como o colombiano. Quando não tem um camisa 10, adapta seu sistema preferido, o 4-3-1-2, ao 4-3-2-1, com dois volantes capazes de suprir a falta de um meia clássico como James.
Quando conquistou seu primeiro título da Champions League, Carlo Ancelotti tinha o meia português Rui Costa fazendo elo com a dupla de ataque formada pelo ucraniano Shevchenko e o italiano Inzaghi. O sistema era justamente o 4-3-1-2, com Gattuso, Pirlo e Seedorf no papel de volantes. Ancelotti voltou a levar o Milan ao título europeu em 2006/2007 com uma fórmula diferente. Passou a utilizar o 4-3-2-1, com Kaká e Seedorf responsáveis por abastecer Inzaghi, único centroavante da equipe rubro-negra. Pirlo, Gattuso e Brocchi faziam a proteção.
Na passagem pelo Chelsea, Carlo Ancelotti novamente usou o plano B para suprir a falta de um enganche, como chamam os argentinos. Quando não tem um 10, o treinador recorre a dois camisas 5. Ballack e Lampard dividiam a função de municiar Anelka, Drogba e Malouda. Na temporada seguinte, liberou Ramires para armar o time londrino ao lado de Lampard.
No Paris Saint-Germain, Carlo Ancelotti voltou a ter um enganche. Javier Pastore era o cérebro do 4-2-3-1. Atuava centralizado, próximo de Ibrahimovic, com Ménez e Lavezzi abertos. Atrás dele, Verratti e Matuidi faziam o papel de guarda-costas.
O Real Madrid tinha duas formas de jogar. Em uma delas, Modric e Di María dividiam o papel de armadores, atrás do trio MSN formado por Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo. Foi o jeitinho encontrado para suprir a saída de Özil. Na temporada seguinte, Carlo Ancelotti pediu a contratação de quem? James Rodríguez! O colombiano formou um meio de campo luxuoso de armadores ao lado do alemão Toni Kroos e do croata Modric.
Em sua primeira temporada no Bayern de Munique, Carlos Ancelotti sentiu demais a ausência de um armador do naipe de James Rodríguez. Consequentemente, delegou a armação do time ao chileno Vidal e ao brasileiro naturalizado espanhol Thiago Alcântara. Ambos atuavam atrás de Robben, Lewandowski e Ribéry no sistema 4-3-3. Portanto, com a chegada de James, o italiano passa a ter a opção de um meia clássico para transformar o esquema em 4-2-3-1, ou até mesmo tirar da cartola o predileto 4-3-1-2. Só depende de James Rodríguez!
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