São Paulo demite Rogério Ceni: sétima troca de técnico na Série A. Foto: Marcello Fim/Raw Image/Folhapress
1. O absurdo é aqui
Vamos começar falando de Rogério Ceni. Então, lá se vão 11 rodadas do Campeonato Brasileiro e 7 trocas de técnico. Para você ter uma ideia do quanto isso é absrudo, a última edição da Ligue 1, como se chama o Campeonato Francês, teve exatamente 7 mudanças de treinador em 38 rodadas, ou seja, na competição inteira! O recorde entre as cinco principais ligas da Europa foram 12 trocas de comando no Italiano e no Espanhol. Levante a mão quem duvida de que o Brasileirão deixará Serie A e La Liga para trás logo, logo…
Anota aí
Trocas de técnico nas 5 principais ligas da Europa
Temporada: 2016/2017
Campeonato Italiano: 12
Campeonato Espanhol: 12
Campeonato Alemão: 9
Campeonato Francês: 7
Campeonato Inglês: 6
2. Doente do pé
Eu sei, é uma arma para fazer gol, mas, sinceramente, não acho legal a quantidade de gols de cabeça a cada rodada no Brasileirão. Dos 21 marcados nesta rodada, 6 foram usando a cuca. Todos os gols do empate por 2 x 2 entre Coritiba e Vasco foram de cabeça. O terceiro gol do Cruzeiro nos 3 x 1 sobre o Cruzeiro foi de cabeça. Arthur Caike também marcou assim no empate por 3 x 3 no empate da Chapecoense com o fluminense nesta segunda-feira. Repito o que costumo escrever aqui: há muito tempo, dizíamos que o futebol inglês era bola cruzada para a área e gol de cabeça. Eles evoluíram. E nós regredimos.
3. De Pizarro a Guerrero
Escrevi um post outro dia sobre o sucesso da parceria de Diego com o centroavante peruano Pizarro no Werder Bremen. A dupla do craque com Guerrero lembra demais uma das melhores fase da carreira de Diego, quando ele dava e recebia assistências de Pizarro. Ambos fizeram muitos gols, o clube alemão era competitivo na Bundesliga e chegou até à final da Copa da Uefa, rebatizada de Europa League. Juntos, Diego e Guerrero somam 29 gols. Em 26 jogos, ganharam 15, empataram 9 e perderam 2. Bom para Zé Ricardo. Bom para o Fla. Diversão garantida para a torcida rubro-negra na vitória sobre o São Paulo.
4. Programa do Jô
Definitivamente, Jô escolheu ser decisivo em clássicos na temporada. Até contra times do Rio. Como se não bastasse ter balançado a rede de Sâo Paulo, Palmeiras e Santos na temporada, o centroavante trintão já marcou contra o Vasco e o Botafogo nesta Série A. Te cuida, Flamengo! Vitória e Bahia também sofreram com Jô nesta edição do Brasileiro. Com Jô em alta, o Corinthians vai se mantendo no topo da classificação da Série A do Campeonato Brasileiro, com sete pontos à frente do Grêmio.
5. O Fred vai te pegar, Zico!
Impressionante o Fred. Como se não bastasse a fama de carrasco contra o Cruzeiro, o centroavante está a quatro gols de Zico, quarto maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro. Você tem todo o direito de discordar de mim, mas, se eu fosse o Tite, levaria o Fred para a Copa de 2018. Para ser titular? Não, prefiro o Gabriel Jesus, óbvio. Mas acho necessário ter um centroavante à moda antiga, experiente, como Fred, sentadinho no banco de reservas para situações de emergência.
6. A rodada dos goleiros
Duas perguntas que não ofendem: alguém pode me dizer se tem algum jeito de o Jefferson voltar a ser titular do Botafogo? Que fase do Gatito! Cinco pênaltis defendidos em 10 cobranças em 2017. Fala sério… A segunda questão: alguma chance de Tite convocar Cássio para a Seleção? Eles se desentenderam no Corinthians, mas o Cássio acaba de quebrar o recorde pessoal de jogos sem sofrer gol com a camisa do Timão: cinco. Ah, não esqueci do Jean, não. Segundo goleiro mais jovem da Série A entre os titulares, pegou muito contra o Vitória. Jean só é mais velho do que Thiago, do Flamengo. E não falei do Vanderlei…
7. A Alemanha de Luxemburgo
Vanderlei Luxemburgo disse que se inspira na Alemanha em seu trabalho no Sport. Com um jeitinho germânico, o profexô vai alnçando o Leão da Ilha no Brasileirão. Saiu da zona da confusão, flerta com a zona de classificação para a Copa Sul-Americana mantém como alvo uma vaguinha para a Libertadores. Aliás, Diego Souza corresponde a quem no time titular de Joachim Löw? Aí vai a escalação: Neuer; Boateng, Badstuber e Hummels; Schürrle, Kroos, Khedira, e Reus; Thomas Müller, Özil e Mário Gómez. Diego Souza está mais para Özil.
8. Carrossel campineiro
Que campanha do Guarani na Série B, hein. Conversei outro dia por telefone com o técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, e ele contou-me que o excelente desempenho do Bugre tem um toque de futebol feminino. Brincou até que Fumagalli é a sua Marta, o cara que desequilibra. Campeão brasileiro em 1978 e vice em 1986, o Guarani não disputa a Série A desde 2010. Ainda é cedo, mas o tradicional time que perdeu até seu estádio vai se candidatando a subir. E o Inter? Alimenta na torcida o medo de ficar na Série B!
9. CFZ 100%
Campeão invicto do Distrito Federal em 2002, o CFZ é o único time com 100% de aproveitamento na Série B do Candangão. Lidera o Grupo A2 com 7 gols e apenas um sofrido. No Grupo A1, quem manda é o Samambaia, com quatro, seguido pelo Bolamense. Os genéricos de time grande fazem campanhas opostas. O Botafogo é vice-líder do A2 com quatro pontos. O Cruzeiro é vice-lanterna da mesma chave.
10. Alemanha ilimitada e a limitação do Chile
A Alemanha A está em férias. A Alemanha B conquistou a Copa das Confederações. A Alemanha C faturou a Eurocopa Sub-21 na sexta-feira. Não preciso dizer mais nada. Quanto ao Chile, lamento que Marcelo Salas e Ivan Zamorano não tenham jogado em uma seleção tão competitiva. E que o Chile atual não tenha um centroavante como Salas ou Zamorano. Afirmo com toda a certeza: seria um timaço.
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